16/06/2019 às 11h00min - Atualizada em 16/06/2019 às 11h00min

Regina Fígueira, 1ª Repórter Mulher da Cidade Óbidos

Lembrou Regina: “Recebi algumas críticas, pois eu falava muito lento e diziam que eu não servia para ser repórter”

Por: Josi Ynomata
Fotos: Arquivo Pessoal
ÓBIDOS - Regina Lúcia Carvalho Figueira, mais conhecida como Regina Figueira, foi a primeira Repórter Mulher na Cidade de Óbidos e conversou na manhã da Quinta-feira (13), com a equipe de reportagem do Portal Obidense, onde falou um pouco de sua experiência e satisfação de ter sido a primeira repórter mulher do município.

Regina atuou na primeira emissora de TV em Óbidos, que tinha a frente o determinado Max Hamoy, que quebrou paradigmas. A TV Sentinela da Amazônia Canal 07, iniciou a história da comunicação em Óbidos.

No ano que Regina Figueira iniciou sua história na comunicação, foi duramente criticada, por várias vezes pensou em desistir, mas recebia apoio de amigos e colegas da emissora. O que Regina não sabia que as críticas recebidas, duras e perversas, chamamos hoje de preconceito, ela superou e continuou sua carreira na comunicação, cobriu futebol, rodeios, festas e atividades culturais em Óbidos.

Regina, é solteira, nascida na comunidade Santa Cruz (Costa de Cima), no dia 06 de Janeiro de 1963, é filha do casal Maria Evaneide de Carvalho Fígueira, e Otávio de Souza Fígueira.

Em 1970, aos 7 anos idade, Regina mudou- se para cidade Presépio (ÓBIDOS), juntamente com seus país para estudar. Regina fez o primário na escola José Veríssimo, e o seu ensino fundamental na escola Felipe Patroni. Em 1989, viajou para Belém, onde concluiu o seu ensino médio.


Regina iniciou na área da comunicação em 1993, quando já estava com 30 anos de idade, teve como seus cinegrafista Jorge Basília, e Adailton Sena, mais conhecido como Rato. Trabalhou nos programas Cidade Alerta (Óbidos), foi assistente de palco no programa Qual é a Música? Apresentadora do Jornal da Manhã "Bom Dia Amazônia", na rádio tv Sentinela da Amazônia, e durante um ano foi correspondente do Jornal impacto de Santarém.

Em entrevista ao Portal Obidense, Regina contou um pouco de sua história como repórter. "Eu estava em casa, quando o Jorge Basília, e o Meia Noite (motorista), foram me buscar para fazer uma reportagem para o programa Cidade Alerta, pois o Augusto Ribeiro que era o repórter do programa estava viajando. Eu disse: como? não vou fazer reportagem! O Meia Noite, me disse: Menina, isso é a coisa mais fácil... é como se você tivesse conversando com alguém, é tão natural, só que o Basília vai te filmar. Então aceitei... Minha primeira reportagem, foi na escola São José com o professor Mário Henrique, era a reforma do São José. Recebi algumas críticas, pois eu falava muito lento e diziam que eu não servia para ser repórter. Um mês depois Augusto Ribeiro voltou de viagem e para o Cidade Alerta, mas eu continuei como repórter do programa, e o Augusto como o apresentador. A partir daí, estávamos presente em todas as festas de aniversário, no carnaval, no Festival do Jaraqui, e outros eventos da cidade. Hoje agradeço ao Max Hamoy, mas meu agradecimento especial é para o Basília, pois ele foi meu cinegrafista e ao mesmo tempo meu produtor, eles me ajudaram bastante. Muitos me criticavam, e muitas vezes me chateava, mas ao mesmo tempo procurava crescer, pois tinha outras pessoas que me orientavam. Foi uma experiência muito boa, comecei na TV que não é fácil, mas foi uma experiência de primeira que valeu apena". Declarou Regina Fígueira.

Hoje as mulheres da imprensa marcam presença no gramado, nas redações e nos debates esportivos da TV. Há 15 ou 20 anos, porém, isso causava estranheza no público e até nos colegas jornalistas.

Era década 80 e 90, e algo que hoje é comum provocava reações diversas: uma voz feminina falando sobre futebol no rádio e na TV. Mais tarde, nos anos 1990, as primeiras mulheres repórteres chegavam também às emissoras de televisão.

Hoje, 20 anos depois, o cenário é outro, e as mulheres estão nas redações, com o microfone na mão nos campos de futebol e até no comando de programas esportivos e apresentando telejornais. Mas, para demarcar o território, as pioneiras tiveram que superar preconceito, cantadas e até boicote de colegas.
 
Segundo a história a primeira mulher jornalista no Brasil foi, Eugênia Brandão. Eugênia foi a primeira mulher a trabalhar como repórter no país, mas, atualmente é figura desconhecida para a comunidade acadêmica. Nascida em 1898 em Juiz de Fora, começou sua atividade na imprensa quando tinha apenas 16 anos como “reportisa” dos jornais cariocas A Rua e Última Hora.

No Portal Obidense, somos duas mulheres que temos o respeito e o apoio dos colegas.
Hoje Regina Figueira presta relevantes serviços a cultura e história de Óbidos, trabalhando no Museu Integrado de Óbidos.

Contato - O Portal Obidense, equipe de Óbidos tem um novo número de Whatzapp, para entrar em contato pode enviar mensagem a qualquer hora para o número (93)99197 – 6588.

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