Valdir Matos - Cultura e imortalidade


Adeus, seu Valdir! Saiba quem foi Valdir Matos, em uma pequena biografia | Portal Obidense

Por: Professor Carlos Augusto Vieira Sarrazin

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ÓBIDOS - Na tarde do dia de hoje (sexta-feira) (27/03/2020), a cultura popular obidense perde um de seus maiores incentivadores, o artesão e carnavalesco Valdir Matos. Homem integro, pai e marido exemplar, cidadão muito querido e respeitado pela população.

Para melhor conhecermos quem foi esse grande homem, sirvo-me de uma conversa que tivemos em sua residência no dia 27/10/2012, quando tomávamos um café acompanhado de sua esposa. Muito lúcido, como foi até o final de sua vida, fez questão de mostrar-me, fotos, fantasias, máscaras e capacete que estava confeccionando para o carnaval de 2013. Com base nesse bate papo, passo a dividir com todos os leitores interessados, uma pequena, mas significante biografia.

Seu nome de batismo era Valdir Marinho de Matos. Nasceu no dia 12 de abril de 1922 na cidade de Óbidos. Era filho do casal, João Amorim de Matos e da senhora Iracema Marinho de Matos. Casou-se com a senhora Antônia dos Santos Matos, com quem teve 17 filhos. Iniciou sua vida estudantil no Colégio Brasil de propriedade do professor José Tostes.

No decorrer de sua vida profissional exerceu os seguintes cargos: Militar, serviu durante três anos no quartel militar de Óbidos; Funcionário Público no Município de Óbidos; Policial na capital do Estado do Amazonas e Artesão.

Iniciou seus trabalhos como artesão aos 8 anos de idade, profissão esta que aprendeu com um senhor de nome Esteliano quando morou em Manaus. A partir de então, começou a brincar o carnaval e a fabricar mascaras que durante 90 anos complementaram a indumentária do Mascarado Fobó, símbolo máximo do Carnaval Pauxis.

Em sua juventude, participou ativamente da quadra junina como integrantes dos cordões do Surucuá, Patativa, Puraqué e Arara (da senhora Maria Ramos); Boi Pai do Campo (do senhor Antônio Fernandes, popularmente conhecido como Atônico Pé de Arpão).
Durante muitos anos, era figura quase obrigatória participando como folião de todos os blocos que se apresentavam durante o período carnavalesco, sempre acompanhado de seus familiares: filhos, genros, noras e netos, que patrocinavam suas fantasias.

Nos últimos anos, vítima de uma queda perdeu parte de sua mobilidade. No entanto, o amor pelo carnaval superava todas as dificuldades, passando a participar em uma cadeira de rodas, sempre com uma fantasia irreverente, acompanhado de seus familiares, que incansáveis faziam todas as suas vontades.

Ouça abaixo a musica que o artista obidense Wanderley Brandão fez em sua homanagem




Para aqueles que acreditam na imortalidade da alma e na vida eterna, a partir de então, a alegria, o amor, a irreverencia que sempre o acompanhou no carnaval obidense será no Céu compartilhada junto de Deus, e de nossos carnavalescos que certamente o esperam: Antônico Pé de Arpão, Mário Prata, Odenor, Orivaldo Nunes, Nenê Três Almas, Miguel Venâncio, entre outros, que hoje o receberam com muita festa no reino celestial.

Que Deus te receba em paz!

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