Nos canhões da Serra

La nos canhões

A vontade de muitos filhos de Óbidos que já não residem na cidade presépio era Volta a Serra da Escama.

Essa caminhada, além de matar a saudade e relembrar tempo de infância serviu e muito como novo aprendizado como um redescobrimento desvendando os mistérios da antiga Colina Escan.

ÓBIDOS - O Portal com um olhar clinico na companhia de filhos de Óbidos que residem em Manaus em visita a Serra da Escama, encontrou vestígios de inscrições rupestres ao lado arsenal de guerra desativado a mais de meio século, porem um lugar de ponto de partida para muitas descobertas históricas, gloria, apogeu e tragédia.

Os canhões

Os 04 canhões de fabricação alemã posicionados no alto da colina de forma circular no início do século XX, apesar da ação do tempo a céu aberto, sua depreciação é notada por conta dos saques de seu material por indivíduos que não conhecem ou não entendem o valor histórico daquele lugar que muito participou em eventos do cotidiano nacional como a revolução de 1924 e 1932, neste último com a provável rendição da artilharia da costa pelo coronel Pompa.

O Relato

“Precisamente em dia 26 de julho de 1924, quando se ouviu falar que havia bombardeio na cidade, não podíamos acreditar e tranquilamente dirigiram-se os padres à Matriz para a celebração das Santas Missas, e 24 de agosto do mesmo ano ouviu novamente o troar dos canhões” – trecho - Livro de crônicas do Convento de Óbidos.

O Paiol

Na colina da serra com a disposição dos canhões encontra-se a 96 metros de altitude, preserva ainda estrutura na retaguarda o paiol subterrâneo com paredes fortificadas em material especial pedras armadas e aderidas umas às outras com barra e cinza com dimensões aproximadamente 100 centímetros de espessura, servia também para o esconderijo dos soldados em provável ataque inimigo.

A construção dessa sentinela deu-se por conta da deficiência dos canhões instalados atrás do comando da artilharia da costa (Forte Gurjão), que tinha seu arsenal também disposto em forma circular apontados para estreito do rio mar cobrindo um ângulo aberto em aproximadamente 90 graus, porém eram com base fixa.

A sentinela da Amazônia ouviu por várias vezes o inconfundível troar dos canhões quando em treinamento os soldados disparavam suas balas (bolas de canhão) que poderiam atingir até 18 quilômetros de distância.

O arsenal da colina dentre outros recursos favoráveis a vigilância, tinham recurso de automação mecânica tanto horizontalmente para ampliar o raio de abrangência quanto verticalmente para impulsionar a longitude do artefato possibilitando uma cobertura perfeita para possíveis ataques inimigos tanto rio acima quanto rio a baixo.

A cruz do soldado – Tumulo do traidor

O local quando em atividade sob vigilância do comando, também foi senário de adultério e homicídio, lembrado pelo nosso acompanhante Mauro Sena  e contada pelos mais velhos oralmente entre várias gerações “O sentinela tirando serviço naquela base foi assassinado por outro soldado em emboscada arquitetado pelo comandante que descobriu que sua esposa o traíra com o militar assassinado e sepultado ali mesmo para ocultar o fato a sociedade, porem tomou-se conhecimento por outros sentinelas que resolveram colocar uma cruz em homenagem ao amigo, cruz que perdurou até final da década de 90 porém, não está mais lá no lugar onde ficou conhecido pelos antigos visitantes como tumulo do traidor.

Estação de água

Esse complexo ainda conta com ruinas da cisterna sob um poço para capitação nas extremidades que aproximam a serra do rio amazonas e fragmentos estruturais de uma bomba de abastecimento de água (BURRINHO) nas exterminadas que ligam a serra ao lago Pauxis, muito modernos para sua época porem hoje obsoletos.

Há registros que essa engenharia hidráulica abasteceu a base militar e posteriormente estendida a cidade que logo na década seguinte começou a captar água onde hoje também desativado cabeça do padre (edificação no porto de cima, a margem esquerda do rio Amazonas semelhante a cabeça de um padre, hoje em ruinas).

A ponte sobre o Laguinho

A história da conta de uma  ponte construída sobre o lago Pauxis para dar acesso aos  soldados do  quartel instalado na cidade à base fortificada na colina, há relatos que teria sido construído um túnel que conectava a base da colina ao quartel general Rego Barros, o que sustenta esses relatos orais é justamente a ruina do quadrilátero de aproximadamente 40 metros quadrados que ainda se encontra na aba da serra as margem  do lago Pauxis encoberto por terra lixiviada, morro a baixo e vegetação rasteira, porem do outro lado, na cidade não encontramos vestígios desse túnel sob o lago.

O Imaginário Túnel sobre o lago Pauxis

Ainda é uma incógnita esse túnel pois as possibilidades são remotas pela engenharia da época haja vista um túnel submerso nessas proporções foi edificado somente no final do século passado, justamente o Eurotúnel que consiste em uma gigantesca obra da engenharia interligando a Inglaterra à França. Como existe uma barreira geográfica entre os dois países, o canal da Mancha, foi preciso que o túnel fosse construído a 40 metros abaixo desse canal. A distância entre os dois países é de 50 km.
O Eurotúnel foi inaugurado em 1994, após oito anos de muito trabalho e um investimento de 16 bilhões de dólares, oriundo da França e da Inglaterra.

As evidencias dão veracidade dessa façanha (túnel construído no começo do século XX, ligando a serra ao quartel) de um lado a ausência delas do albergue á duvida do outro.

Porém não podemos afirmar nem descartar a existência desse túnel, esse texto abrirá possibilidades para refutações em novas pesquisas.

Até hoje a possibilidade de encontrar esse túnel move muitos visitantes a serra da Escama, com caminhada de aproximadamente 25 minutos pela vegetação em um caminho íngreme porem de fácil acesso até a colina partindo do lado Pauixs e a volta com caminhada de 30 minutos em direção ao rio amazonas (local conhecido como Paturi).

Dentre essas relíquias antiquarias, o visitante é comtemplado com a vista panorâmica de todo centro histórica de Óbidos se projetando sob os montes no acidente geográfico do maior rio do planeta, onde o estreita e aprofunda dando ao lugar a licença poética Sentinela da Amazônia, assentada a margem esquerda do colosso denominado (garganta do rio amazonas, ou fivela).

Pesquisas apontam que esse complexo parou suas atividades em 1967, momento que ainda Óbidos era o maior complexo militar na Amazônia, assinalado por vários posicionamento contrários a tomada dos militares pelo poder nacional, acredita-se que foi a maior motivação para o governo militar do Brasil desativar a imponente estrutura e remanejar todos os militares ao  Quinquagésimo Terceiro (53º) Batalhão de Infantaria de Selva, Batalhão Tapajós, teve sua criação a partir do Dec nº 71.785, de janeiro do ano de 1973, ficando sob a subordinação direta da 8ª Região Militar, sediada em Belém-PA. Suas instalações foram concluídas a partir do Boletim Interno de 7 de janeiro de 1975.

Apesar da maldade política histórica, cultural e econômica provocada pela ditadura militar a Óbidos a serra da Escama com essas peculiaridades é potencialmente ideal para o ecoturismo, com o casamento da natureza com o pujante arcabouço histórico, um campo muito vasto para pesquisas que complementam a dinâmica de ocupação e política do país e porque não da Amazônia.

É um lugar achado no meio da Amazônia anexo a cidade mais portuguesa da linha do Equador, foi o que a equipe de amigos fez, mostrando que pode ser visitado por toda família e adentrar nesse legado histórico do município de Óbidos, Pará, Brasil.

Sentimento

Os visitantes filhos de Óbidos que retornaram a Serra da Escama, saíram com sentimento saudosista, e descobriram a inda mais ao ver a construção se depreciar a importância da preservação, para gerações futuras ou quando surgir na cidade e estado um governo corajoso que entenda o valor histórico e os louros que proverá da revitalização do local.

Nossos agradecimentos ao grupo Maluco Beleza, formado por filhos de Óbidos, ex-alunos da escola São José, que residem em Manaus que nos acompanhou nessa aventura, ao amigo Mauro Sena, que tenta dentro de suas possibilidades manter a memória viva da história contatadas e passadas na cidade mais portuguesa da Amazônia, aos Amigos Jefferson Souza e Wendel Menezes ao Obidense Futebol Clube e a 3 lindas crianças que subiram a serra com o Portal Obidense e nos ensinou de uma forma que a geração do presente será responsabilizada pelo que vier acontecer nas gerações do futuro, são elas: Bruno Figueira 9 anos, Camila Figueira 8 anos e Mirian Gabrielly 4 anos.

Vejam as fotos de vários momentos da visita clicando AQUI

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