12/01/2017 às 00h00min - Atualizada em 12/01/2017 às 00h00min

Um produto tipicamente Obidense, que fomenta e gera recursos para a cidade e comunidade do Cipoal.

A fabricação artesanal dá a qualidade ao produto que é vendido não somente em Óbidos, mas em vários estados do norte e sul do país. A arte da fabricação vem sobrevivendo na cultura popular passando de pai para filho.

Por: Walmir Ferreira
Foto: Portal Obidense

ÓBIDOS - A comunidade Cipoal está localizada há 22 quilômetros da sede da cidade de Óbidos, Oeste do Pará. Uma comunidade de Terra Firme a beira da estrada que reserva um povo cheio de cultura. Uma delas tem a ver com a subsistência de parte dos moradores. A produção agrícola. Há sete quilômetros adentro na comunidade encontramos o terreno do senhor Dedé que nos convida logo para conhecer sua Casa de Fabricação de farinha de mandioca.

Repassado de pai para filho a fabricação da farinha exige bastante do físico do produtor. A parte final na fabricação é bastante puxada. Mas, para chegar à reta final os produtores esperam entre 8 (oito) meses a 16 (dezesseis) meses para a colheita da mandioca. Um processo lento que exige paciência e conhecimento.

Dedé nos mostra todo o processo, desde a extração da maniva até o processo de beneficiamento. Logo que a mandioca é retirada do solo é conduzida de carroça para a casa de farinha. Lá ela é beneficiada. As cascas vão servir de adubo natural. Depois de descascada a mandioca é colocada de molho, prensada, peneirada, escaldada e torrada. Um processo que dura, horas e requer trabalho em grupo.

São quatro pessoas que se revezam na fabricação. Para ficar ao ponto de torra a farinha não pode passar muito tempo tendo contato com a caldeira. O produto pode queimar e perder qualidade. Então são horas de mexe e remexe. Joga para o alto e volta a mexer. Tudo para manter o padrão de qualidade. A produção local serve para o próprio sustento e revenda na comunidade e para os depósitos da cidade de Óbidos.

Dedé sabe que a produção é demorada e custa muito para o produtor. Mas, a principal fonte de renda dos produtores ainda é uma iguaria muito apreciada na mesa dos paraenses, mesmo que muitas vezes o bolso é quem pena na hora do consumo. Mas, Dedé sabe que o valor da compra vale o suor gasto em todo o processo de fabricação do chamado “ouro paraense”.


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