21/04/2020 às 18h17min - Atualizada em 21/04/2020 às 18h17min

Edu Dias canta em live solidaria, 30 anos sem Ruy Barata | Portal Obidense

O show em casa será transmitido pelo Portal Obidense nesta quinta-feira (23) a partir das 21hs

Por: Elton Pereira
Edu Dias, fará show no próximo dia 23 as 21hs - Transmissão: Portal Obidense
ÓBIDOS – A música raiz, na voz e interpretação do cantor, compositor e poeta Eduardo Dias vai estar na grande rede mundial de computadores nesta quinta-feira (23) a partir das 21hs, com transmissão ao vivo pela FanPage do Portal Obidense.

O artista obidense fará homenagem aos 30 anos sem o grande poeta Ruy Barata considerado o Poeta Encantado. Ruy nasceu em Santarém, mas se intitulava obidense a vida inteira, sua obra tem mais a ver com Óbidos do que com sua cidade natal, sua obra Pauapixuna é uma homenagem a Óbidos.


A transmissão será realizada a partir das 21 horas através da FranPage: Portal Obidense - Óbidos – PA, com músicas da nossa região.

As composições do obidense do Curumu tem teor cultural importante que algumas de suas canções são usadas como exemplos em simpósios de universidades. Foi o caso de “Sotaque Cabocles” que a UFOPA usou para o seminário denominado: “Viajando pela história social e linguística do português brasileiro”, nos dias 16, 17 e 18 de março de 2019, em Santarém - Universidade Federal do Oeste do Pará - UFOPA. Veja e ouça abaixo.



 
Eduardo Dias se tornou reconhecido no estado do Pará como um dos grandes cantores que levam a cultura do Pará para todos os cantos do Brasil e do Mundo através de suas canções.
Então o convite está feito, nesta quinta-feira (23), a partir das 21 horas na tela do Portal Obidense, fique ligado.

Quem foi Ruy Barata?

Ruy Guilherme Paranatinga Barata foi e, pelo menos através de sua obra, continua sendo um dos encantados da poesia. O Pajé que veio das "profundas" e instalou a modernidade da poesia paraoara (adjetivo que caracteriza o natural do Pará). Sua relação com a Amazônia é como se fosse predestinada. Isso sem falar que nasceu na esquina (ou "canto" como fala o paraense) dos rios Tapajós e Amazonas, na cidade de Santarém.

Segundo o próprio Ruy, é fácil compreender o seu pendor para as letras e a música, ou, trocando em miúdos, a poesia. Poesia que se completa tendo no bojo na bujarrona, o húmus silvestre dos "ianomaas" (ou anagrama de Amazônia). A exemplo daquele povo indígena, que resiste como um dos últimos redutos de cultura nativa frente aos dógmas ditos civilizados, a obra de Ruy Barata, principalmente em sua fase final (antes de sua morte em 1990), demonstra quem atingiu a completude do cíclico, em que o novo é a reinvenção com os olhos que nunca viram a novidade no velho.

Isso tudo aliado ao fato de quem fala com a propriedade, de quem tem o conhecimento de causa: a poesia cabocla feita pelo caboclo "mocorongo" (nascido ou natural da cidade de Santarém, Pará). Porque só podemos falar em literatura amazônica com o surgimento do homem amazônico, fruto de um lento processo de aculturação à terra, forjado com ela. Este portanto já é um primeiro indício de modernidade em Ruy Barata, a busca de uma expressão literária autônoma à literatura brasileira. É a fragmentação que, partindo do código literário nacional, busca redimensioná-lo ao universo amazônico: "Eu sou de um país que se chama Pará", diria na letra da música Porto Caribe, parceria com Paulo André Barata, seu filho e grande parceiro musical. Para Ruy Barata "a chamada letra regional é sempre uma letra política" e completa:
 
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