01/02/2019 às 00h08min - Atualizada em 01/02/2019 às 00h08min

Polícia Civil de Oriximiná deflagra operação “Abui Pacifico” nesta quinta-feira (31)

Informações: Polícia Civil
Por: Márcio Garcia
Foto: Policia Civil
ORIXIMINÁ – Mesmo depois de um acidente com a equipe da Polícia Civil nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira, onde a lancha que a equipe viajava capotou no rio Trombetas após quebrar a barra de direção.

Depois do susto os agentes seguiram em outra lancha e deflagraram na mesma manhã a operação "Abuí Pacificado” com o objetivo de combater a escalada de violência nas comunidades quilombolas do Abuí e do Sagrado Coração de Jesus, distantes 300 km da sede do município. 

A ação aconteceu devido a vários casos de violência nessas comunidades, principalmente o que aconteceu na terça-feira (29), por volta das 16hs, nas proximidades da localidade conhecida como “Cuecezinho”, os moradores da comunidade do Abuí Joel Vieira e Moises Vieira Cole estavam em um motor rabeta pescando e ingerindo bebida alcoólica. Após enfrentarem uma tempestade com ventos fortes e águas agitadas, foram atingidos por uma onda o que ocasionou o naufrágio da embarcação. Moises veio a óbito na ocasião do acidente, sendo seu corpo encontrado no dia seguinte, submerso.


Revoltado o pai de Moises, o senhor Joao Pires Cole, e o irmão da vítima, conhecido pela alcunha de Zeco, teriam capturado e agredido Joel, com pauladas e socos.

Segundo relatos de parentes de Joel, Eles o amarraram com uma corda as mãos e pés, levando para um lugar incerto, possivelmente para matá-lo.

A equipe de polícia conseguiu prender João em sua residência com 01 (uma) arma de fabricação caseira e 01 (uma) arma de fogo tipo espingarda calibre 12. Joel foi ameaçado de morte várias vezes pelos algozes, que atribuíam a ele a responsabilidade pela morte de Moises.


Joel foi liberado horas antes pelo acusado após ficar em cárcere privado e ser torturado por um dia e meio. Diligências ainda estão sendo efetuadas para capturar ZECO, o qual se encontra como foragido da justiça, por não retornar ao presídio após indulto de natal.

Na diligência os policiais civis, contaram com apoio de dois policiais militares e da Mineração Rio do Norte. Eles continuam em Porto Trombetas, preparando a realização de novas diligências pela manhã da sexta-feira.

A notícia da onda de violência nas comunidades quilombolas acima citadas chegou ao conhecimento da Policia Civil após veiculação de um áudio contendo um pedido de ajuda que circulou nos grupos de notícias da cidade.


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