22/04/2018 às 15h28min - Atualizada em 22/04/2018 às 15h28min

Projeto de lei que entrará em votação nesta segunda (23) na CMTS, acrescenta mais 2 cores a bandeira e símbolo da cidade, não tem apoio popular

O assunto é tema de debates em redes sociais, vira polêmica e para muitos moradores de Terra Santa isso é um desrespeito com o povo que tem a cores verde, branca e azul como as cores do município

Por: Walmir Ferreira
Foto capa : Walmir Ferreira

TERRA SANTA – Um caso curioso que virou polemica e chamou a atenção de cidadão de Terra Santa, cidade com pouco mais de 18 mil habitantes que fica no oeste paraense.

O vereador Milenildo Freitas apresentou um projeto de lei onde segundo ele, institui as cores oficiais da Cidade de Terra Santa, parece ser algo irrelevante para quem não é morador da cidade, mas para os gentílicos terra-santenses isso é uma falta de respeito e está sendo visto como manobra política para defesa do gestor municipal que responde a um processo no Ministério Público, acusado de ter pintado prédios públicos da cidade com as cores de seu partido.

Segundo Lucivaldo Ribeiro, isso parece articulação política, pois todos os filhos de Terra Santa, sabem exatamente quantas são e quais são as cores da bandeira e da cidade de Terra Santa: “Existem coisas muito mais importantes para se fazer projetos que atendem os anseios da população, na verdade os vereadores foram escolhidos exatamente para defender os interesses do povo, e esse projeto está provando ao contrário. Terra Santa já tem cor e todos sabem azul, verde e branca, isso não foi tirado da cabeça de ninguém, foi feito um concurso no município onde se escolheu as cores, a bandeira e o brasão da cidade e depois foi aprovado pela câmara de vereadores”.

Segundo consta no histórico do município, no dia 18 de dezembro de 1992, através de um concurso, foram escolhidos os símbolos municipais e aprovado pela Câmara de vereadores pelo decreto Lei N. 010/94.

A bandeira municipal ficaria com as seguintes caraterísticas: Três faixas horizontais, sendo a superior e a inferior de cor verde, onde representaria a floresta, a faixa do centro seria branca, representado a paz, sobre o branco estaria inserido o escudo municipal, com uma esfera dividida ao meio, onde a parte branca representaria a economia do município, gado, o pescado, a castanha do Pará, a madeira e a mandioca. A parte azul o lago do Algodoal que banha a cidade, as asas na cor verde representa a esperança e a liberdade do povo terra-santense.

A bandeira e o escudo foram idealizados pelo senhor Ednaldo Maciel, e é obrigatório o uso dos símbolos municipais dentro de seu território.

Mesmo assim, após 25 anos de existência do município de Terra Santa, o vereador Milenildo Freitas alegando que o município não tem cores oficiais apresenta esse projeto de lei acrescentando mais duas novas cores, diz o projeto:

Projeto de lei N. 01/2018/CMTS – Institui sobre as cores oficiais do município: Azul que representa o lago do Algodoal, Verde que representa as flores, branco que representa a paz e por fim as novas cores Amarelo e Marrom que representam a e economia do município, sendo que na descrição dos produtos que representam a economia de Terra Santa, nada mudou do que foi dito a 26 anos atrás: gado, o pescado, a castanha do Pará, a madeira e a mandioca, lembramos que hoje Terra Santa tem seu forte na economia a exploração mineral de bauxita pelo recebimento de Royalties pago pela Mineração Rio do Norte (MRN).

Inconformados com o acréscimo do “Amarelo e Marrom” alguns moradores estão se mobilizando para protestar nesta segunda (23) em frente a Camara de Vereadores da cidade para pedir aos demais vereadores a não aprovação dessa lei.

O vereador Milenildo Freitas (PSD) responde a processo suspeito de participação em um incêndio no único cartório da cidade em agosto de 2016.

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Mas, além de inserir as duas cores o projeto de lei do vereador Freitas, obriga que depois de aprovado, todos os prédios públicos do município deverão receber pinturas com as cores “oficiais” conforme seu projeto. Nesse caso, segundo Lucivaldo Ribeiro, é uma manobra para uma possível defesa do atual prefeito da cidade em se defender de um processo do ministério público onde o mesmo é acusado de pintar os prédios municipais com as cores de seu partido, mais um motivo para desconfiança.

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Independente das suspeitas ou não, o fato que os filhos de Terra Santa não querem que mude as cores da bandeira de sua cidade, seria perder um pouco de sua identidade, seria perder um pouco de seu orgulho, seria perder um pouco de sua memória.


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