06/04/2018 às 20h58min - Atualizada em 06/04/2018 às 20h58min

Fundos Constitucionais já podem financiar uso de energia solar para pessoa física na região Norte

Medida do Governo Federal atende as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Linhas de crédito têm quase R$ 3,2 bilhões disponíveis para investimentos

Inf. Mint. Integração
Por: Walmir Ferreira

PARÁ - O financiamento para aquisição e instalação de placas fotovoltaicas em residências ou condomínios residenciais passa a ter condições bastante facilitadas no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País. Administrados pelo Ministério da Integração Nacional, do ministro Helder Barbalho, os Fundos Constitucionais das três regiões - FNO, FNE e FCO - vão apoiar a implantação de sistemas micro e minigeradores de energia elétrica por fontes renováveis para pessoas físicas. “As linhas de crédito têm quase R$ 3,2 bilhões disponíveis para investimentos, associando juros muito abaixo das taxas de mercado e prazos mais longos de pagamento”, anunciou o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, na quarta-feira (4), em evento no Palácio do Planalto com o presidente Michel Temer.

Na região Norte, os juros anuais serão de 6,24% e com até 36 meses para quitação do financiamento, sendo dois meses de carência. Os interessados devem procurar os bancos operadores do crédito em cada região, no caso da região Norte, o Banco da Amazônia.

“Será possível financiar todos os bens e serviços necessários à viabilização do projeto - aquisição das placas fotovoltaicas, instalação etc”, continuou Helder Barbalho. A expectativa é de que sejam realizadas, pelo menos, 10 mil operações este ano. Além do impacto econômico na renda de famílias ao reduzir custos com o consumo de energia, a iniciativa também deverá fortalecer com fontes renováveis a matriz energética das regiões beneficiadas.

Demanda

Aproximadamente 80% dos brasileiros querem energia solar fotovoltaica em casa, desde que tenha acesso a financiamento competitivo (dados de pesquisa DataFolha, 2016). As condições cobradas por outras instituições financeiras, no entanto, inviabilizam o investimento, com taxas de juros elevadas e prazos de amortização e carência incompatíveis. Por isso, o financiamento é visto como o maior gargalo de mercado por mais de 75% das empresas do setor fotovoltaico, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). O Brasil tem hoje 24.565 sistemas de mini ou microgeração distribuída, dos quais 99% baseados em placas fotovoltaicas.


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