08/03/2017 às 18h34min - Atualizada em 08/03/2017 às 18h34min

É importante não tapar o "Sol com a peneira" no dia dedicado as mulheres e mostrar a estatística do Brasil.

Por: Walmir Ferreira
Foto: Portal Obidense

BRASIL - Quinhentas e três mulheres foram agredidas por hora no Brasil em 2016. O que totaliza 4,4 milhões de vítimas de chutes, empurrões ou batidas, considerando apenas as maiores de 16 anos. Os números estão em pesquisa divulgada nesta quarta-feira (8), encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública ao Datafolha.

Se foram consideradas agressões verbais, o índice acima, que é 9%, sobe para 29%. O estudo relata ainda que 10% ou 5 milhões de brasileiras dizem ter sofrido ameaças de espancamento, 22% ou 12 milhões foram alvo de humilhações. A pesquisa apresenta ainda casos mais graves, como ameaças com facas ou armas de fogo (4%), lesão por objetivo atirado (4%) e espancamento ou tentativa de estrangulamento (3%).

" Já pude vivenciar diversos casos de agressões contra a mulher, principalmente física e moral. Infelizmente ainda podemos nos deparar com alguns desses casos na rua, nas escolas, e principalmente na família, dentro de casa. A mulher muita das vezes é ameaçada pelo próprio companheiro e depois de ser agredida a primeira vez, acaba se tornando um alvo fácil nas mãos dessas pessoas." Relata Francimara Ribeiro.

Conforme o Datafolha, 40% das mulheres com mais de 16 anos sofreram assédio dos mais variados tipos em 2016. Outras 36%(ou 20,4 milhões) foram alvo de comentários desrespeitosos ao andar na rua. Há ainda as que foram assediadas fisicamente em transporte público: 5,2 milhões ou 10,4%. As que foram agarradas ou beijadas sem consentimento chegaram 2,2 milhões (5%). Neste caso, as principais vítimas têm entre 16 e 24 anos e são negras.

" Apesar de já existir lei, a mulher ainda fica vulnerável a esse tipo de agressão, tem medo de denunciar, porque na maioria das vezes essa ameaça se torna ainda mais grave". Acrescenta Francimara Ribeiro, Cantora.

"Para evitar que esses números se multipliquem a mulher deve se impor e mostrar que ela não é um objeto de pancadaria, ela é uma obra divina e acima de tudo GUERREIRA!

Denunciar é a melhor alternativa!

Mulher nasceu pra ser amada e não maltratada." Alerta a jovem cantora moradora da Vila Flexal, distante aproximadamente 72 km da sede do município de Óbidos, Oeste do Pará.

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