20/10/2023 às 06h48min - Atualizada em 20/10/2023 às 06h48min

Estado leva ação humanitária para municípios do Baixo Amazonas e Tapajós

Cestas de alimentos e água potável foram distribuídas para famílias que sofrem os efeitos da estiagem nas duas regiões do território paraense

Da Redação
Ag. Pará
Foto: Divugação

PARÁ - O envio da ajuda humanitária partiu de Santarém, no oeste paraense, nesta quinta-feira (19). A força-tarefa liderada pela vice-governadora, Hana Ghassan, é uma iniciativa do governo do Pará para minimizar os impactos da seca em 15 municípios das regiões do Baixo Amazonas e Tapajós.

"Em um primeiro momento são 5 mil cestas e 5 mil galões de água para distribuir para os 15 municípios da região. Estamos monitorando e vamos continuar com as ações do governo do Estado para tentar minimizar a estiagem dos rios. Todos os municípios que solicitarem serão atendidos pelo governo do Pará. Seguiremos trabalhando para atender todos que estiverem em situação similar", declarou a vice-governadora, Hana Ghassan.

As cidades que pediram apoio sofrem com a grave estiagem dos rios na região oeste do Pará. A seca está impossibilitando a navegação de embarcações e a chegada de mantimentos nas áreas mais afastadas, como o município de Juruti, no extremo oeste do Pará. O território estadual está sob a influência do fenômeno climático El Niño, que altera a circulação dos ventos e reduz a frequência e o volume das chuvas na região amazônica.

Graesp apoia ação

O município de Santarém servirá como base de distribuição. A ação também conta com apoio do Grupamento Aéreo de Segurança Pública do Pará (Graesp). Esta é a primeira de outras ajudas humanitárias do governo do Estado para os municípios atingidos pela estiagem. A Defesa Civil estadual está contabilizando o número total de afetados no Pará

Inspeção técnica - A Secretaria de Estado de Transportes  (Setran), em parceria com o Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, fez uma inspeção técnica no terminal hidroviário de Santarém, que recebe embarcações de diversos municípios da região, para avaliar o cenário e a logística do transporte pelo rio.

"A gente pode perceber que com a estiagem do Rio Tapajós, tivemos uma baixa de lâmina de água, onde o transporte atraca, garantindo direito de ir e vir da população, o escoamento da produção e o abastecimento de municípios, principalmente do Lago Grande, em Juruti, Terra Santa, Faro, e da Calha Norte, onde nós temos Óbidos, Oriximiná, Prainha e Monte Alegre.

Então, de forma preventiva estamos visualizando soluções técnicas para não haver colapso nem desabastecimento nesses municípios e consequentemente o isolamento dessas cidades", explicou Adler Silveira, secretário de Estado de Transportes.


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