14/03/2016 às 09h10min - Atualizada em 14/03/2016 às 09h10min

Ato contra governo Dilma reúne milhares de manifestantes em Manaus

Participantes criticaram a corrupção e defenderam a operação Lava Jato. Manifestantes protestaram na Ponta Negra, Zona Oeste da capital.

Adneison Severiano, Leandro Tapajós e Suelen Gonçalves
G1 - Amazonas
Foto: Adneilson Severiano

MANAUS - A praia da Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus, foi o local escolhido para a realização de uma manifestação contra o governo Dilma e a favor das investigações da Operação Lava Jato. O ato, que iniciou por volta das 16h10 (17h10 horário de Brasília), durou cerca de duas horas e coloriu de verde e amarelo um dos principais pontos turísticos da capital.

A organização informou que 80 mil pessoas estavam presentes no início do protesto. Segundo eles, o número subiu para 100 mil por volta das 17h30.

A Polícia Militar (PM) contabilizou 20 mil manifestantes até às 16h40. O número subiu para 35 mil pessoas, às 17h50, segundo dados do Comando de Policiamento Metropolitano.

O ato foi organizado pelo Movimento Amazonas em Ação. A concentração de manifestantes ocorreu em dois locais.  Parte deles ficou em frente ao anfiteatro da Ponta Negra, outros se juntaram na esquina no cruzamento das avenidas Constantino Nery e Kako Caminha, bairro São Geraldo Zona Centro-Sul, e seguiram em carreata até o local da manifestação. 

"O nosso objetivo é primeiramente pedir o impeachment da presidente Dilma, dar total apoio para operação Lava Jato e pedir uma liberdade para nosso país. Chega de corrupção. Chega de roubalheira. Nós  queremos nosso país de volta", disse um dos membros da organização do ato, Júnior Oliveira, de 25 anos.

Pessoas de várias idades acompanharam o protesto em Manaus. Com cartazes, rostos pintados e camisas com dizeres contra o governo Dilma, os manifestantes lotaram parte da Avenida Cel.Teixeira e anfiteatro.

Um trio elétrico e um carro de som foram utilizados na manifestação. O trio ficou próximo ao fim da orla e permitia que qualquer manifestante subisse e falasse os motivos que os levaram a comparecer ao ato.

Professores, médicos e estudantes expuseram insatisfações, entre elas a contratação de médicos estrangeiros e problemas no ensino público.

Os manifestantes também criticaram a atuação da senadora pelo Amazonas, Vanessa Grazziotin, que divulgou apoio ao ex-presidente Lula quando ele foi levado em condução coercitiva para depor na Polícia Federal durante as investigações da operação Lava Jato.

O engenheiro de segurança do trabalho, João de Deus, foi um dos manifestantes que compareceu à Ponta Negra. No cartaz que levou, ele ressaltou que os brasileiros unidos podem vencer a corrupção.

"Vim manifestar contra a corrupção , contra essa gestão do PT, e para que Polícia Federal e Ministério Público sigam com rigor nas investigações para punir quem quer que seja", disse ao G1.

Além de pedir a saída da presidente, muitos participantes do protesto elogiavam a operação Lava Jato e a atuação do juiz Sérgio Moro.

"Com certeza, sem as ações de Sérgio Moro, hoje não estaríamos reunidos tão fortemente aqui nas ruas. O que está acontecendo é resultado da ação dele, que é um juiz magnífico. Dessa forma, acreditamos que no futuro será melhor", afirma o supervisor administrativo Roberto Aguiar, de 32 anos, que foi para o ato usando uma camisa com frases enaltecendo a atuação do juiz.

A manifestação também era contra o Partido dos Trabalhadores (PT) e Lula. Umas das manifestantes chegou a usar um banco com o rosto do ex-presidente.

"A corrupção tem que cair. Não é só o governo, são todos os partidos. Se não for agora não vai sair mais", disse Roberta Meireles, 33, administradora.

A organização acredita que o público ficou distribuído por cerca de 1 km da avenida, na orla do Rio Negro. A maioria das pessoas vestia roupas nas cores verde a amarelo.

Segurança
Segundo o Comandante Geral da Polícia Militar (PM), Coronel  Marcus James Frota Lobato, 750 policiais foram escalados para trabalhar na manifestação. O policiamento conta com tropas do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM), Comando de Policiamento Especializado (CPE), Comando de Policiamento Ambiental (CPAmb) e Academia de Polícia Militar (APM).

De acordo com o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans), uma equipe de 30 agentes do órgão fazem o monitoramento do trânsito nas vias que dão acesso até a Ponta Negra. Uma faixa da Avenida Cel. Teixeira foi interditada a partir das 12h por conta da manifestação.

O protesto terminou após os milhares de participantes cantarem o hino nacional brasileiro às 18h15 (horário local).


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