15/04/2018 às 12h28min - Atualizada em 15/04/2018 às 12h28min

Dra. Célia Gadotti, juíza de Oriximiná em continuo trabalho social, fala na ADOR sobre os direitos dos deficientes.

Por: Márgio Garcia
Foto: ADOR

ORIXIMINÁ – Uma série de palestras sobre o direito do cidadão está sendo realizada em um projeto da juíza da comarcada de Oriximiná, cidade que fica no oeste do Pará.

A Dra. Célia Gadotti, no sábado (14) foi até a ADOR (Associação dos Deficientes de Oriximiná) falar sobre o tema e suas prerrogativas juntos a sociedade e ao governo conforme lei e a constituição.

Segundo a Juíza, a reunião foi muito esclarecedora entre os temas abordados ela disse. “Falei primeiro sobre a previsão na Constituição Federal e na lei federal e que o Brasil só em 2008, assinou a Convenção dos Direitos dos Deficientes, falei dos direitos dos cegos terem cão guia, deles terem a carteira para isenção de pagamento no transporte nos barcos e lanchas, falei a eles sobre seus benefícios, com relação a isenção de impostos, tratamentos, medicamentos...falei sobre inclusão no mercado de trabalho, previsão para cotas em concurso na administração federal, relacionamento entre as pessoas com deficiência e as pessoas sem deficiência, .”

O tema é muito delicado e a sociedade ainda tem resistência em quanto a isso, o próprio sistema governamental ainda precisa se adaptar, ou melhor fazer o que a lei determina.  

A juíza continuou: “Chamei a atenção para as palavras, quando usamos “pessoa deficiente” estou discriminando, devo falar pessoa com deficiência ou pessoa portadora de necessidade especial. Há previsão em lei de que deve haver acessibilidade tanto nos prédios quanto nos meios de comunicação”.

Além da parte estrutural, existe ainda a exigência na parte educacional das pessoas com necessidade especais em matéria curricular na grade escolar: “Há previsão de que libras deve ser ensinado nas escolas e, inclusive, as escolas devem ter professores que saibam libras”.

A reunião também contou com a presença da vereadora Keke, que agradeceu imensamente a presença da juíza, que vem fazendo um trabalho formidável na questão social e direito dos cidadãos de Oriximiná, onde atinge inclusive as comunidades interioranas do município.

No final como era de se esperar uma grande integração, muitos fizeram preguntas e tiraram suas dúvidas quanto ao tema, a juíza ainda se comprometeu de levar uma das reinvindicações que é a isenção do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para as família que tiverem pessoas com deficiência.

Depois da reunião as 17:30 a juíza participou de outro encontro de comunidades na Paróquia Santo Antônio, que discutiam Fé e Política, onde ela foi falar de Cidadania.

Ela falou da importância da conscientização do valor do voto como meio para mudar o Brasil, evidenciou que para se ter um voto consciente precisa de educação com qualidade. Incentivar os jovens a se envolver mais com a política. Disse a Juíza “Engana-se quem pensa que está distante da política ou que nada tem a ver com ela. Desde o momento em que acordamos até dormir, a política nos envolve e atinge, seja no imposto da pasta de dente, no preço do almoço, ou no preço da energia elétrica, em tudo tem política”.

No final Gadotti informou que dia 19 de maio o cadastro eleitoral fecha e não se faz mais título eleitoral, transferência, revisão.

Com esse trabalho a juíza terá uma agenda extensas a cada palestra realizada, outras pessoas, comunidades e entidades solicitam da juíza um dia para realizar mais palestras sobre diversos temas de interesse coletivo.


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