24/11/2017 às 19h10min - Atualizada em 24/11/2017 às 19h10min

A mais de 8 dias de trabalho a empresa Holandesa Smit, tem dificuldades para içamento do rebocar que estava quase soterrado no fundo do rio.

Os trabalhos continuam, todo o plano de resgate está em prática, porém não foi possível ainda colocar a rede devido a embarcação esta emborcado, os envolvidos estão considerando uma operação de guerra pela grande dificuldade.

Por: Rafaela Aquino
Foto: Rafaela Aquino

ÓBIDOS – A pós 8 dias de intenso trabalho no rio Amazonas, muitas dificuldades foram encontradas, mas o plano traçado continua sendo seguido pela empresa Smit que foi contratada para retirar o rebocador da empresa Bertoline do fundo do rio Amazonas.

Todos os cuidados estão sendo tomados, pois a prioridade é retirar a embarcação sem causar maiores danos, priorizando a integridade dos corpos das 9 vítimas que acredita-se estarem nos compartimentos do rebocador.

Nossa repórter Rafaela Aquino falou com o delegado Fluvial do Pará Dr. Dilermano Dantas que faz parte do grupo de trabalho de acompanhamento e fiscalização, ele explicou toda a situação e acredita no sucesso de todas as equipes e órgãos envolvidos nos regate da embarcação.

O delegado deixa claro que todos os esforços estão sendo feito exatamente com o objetivo do resgate dos corpos dos desaparecidos, caso contrário, somente pelo rebocar eles não estariam lá.

Ele também falou que um dos maiores entraves é exatamente de como a embarcação está no fundo do rio, emborcada e com sua superfície em 70% soterrada, um dos obstáculos que não possibilitou a colocação da rede, e o que impede seu içamento e deslocamento para uma parte mais raza do rio Amazonas, pois o casco pode se partir ao meio ou se não tiver cuidado e paciência arrancar uma parte da embarcação.

Acompanha a entrevista exclusiva para o Portal Obidense.

Rafaela Aquino – Delegado como estão os trabalhos e se existe um novo processo para retirar a embarcação do fundo do rio e quais são as grandes dificuldades enfrentadas pelos especialistas que estão trabalhando no resgate?

Dilermano Dantas - Na verdade todos os dias estamos fazendo reuniões, para avaliar o processo e o que houve no dia... Os avanços em relação da forma em que se encontra a embarcação. Pois o rebocador se encontra emborcado e cerca de 60 a 70% dele soterrado. Tivemos um avanço... na verdade quando a empresa Smit chegou em Óbidos esse cenário era diferente pois a embarcação estava 80% soterrada e agora já conseguiram através do equipamento retirar parte do resíduo que está soterrando a embarcação.

Rafaela Aquino – Então existe um avanço, os trabalhos estão evoluindo e como é feito o planejamento diário com os órgãos do governo e empresas envolvida direta e indiretamente nesse caso?

Dilermano Dantas - Todos os dias nós fazemos uma reunião para verificar esse avanço onde todos os órgãos participam Marinha do Brasil, sistema de segurança pública Renato Chaves, defesa Civil a empresa Smith que é quem traz para nós todas as informações... a seguradora, empresa Bertolini todos juntos por um objetivo que é aproveitar o máximo possível de todo esse equipamento que temos para que possamos realmente resgatar os desaparecidos que acreditamos está ali dentro dela.

Rafaela Aquino – Então o grande problema hoje é a forma como está posicionada o rebocador e o soterramento?

Dilermano DantasEntão! O grande risco que se corre hoje é o soterramento dessa embarcação, parte onde o equipamento tem para pegar, pra pinçar na lateral do empurrador... agora somente na parte da frente então isso é o maior risco na hora do movimento do equipamento de guinchamento fazer uma certa força. Que é a compreensão de 200 bar e imprimir cerca de 800 que é a força pra puxar com risco, poderia arrancar um pedaço o que se tornaria muito mais difícil essa ação que já denominamos como uma operação de guerra em razão das dificuldades que é uma “guerra contra a natureza” uma guerra com o local onde se encontra a embarcação que é uma parte mais profunda, enfim todas as variáveis que a natureza impõe. A gente está tentando de toda maneira vencer essas variáveis, tem também aquela questão que no momento em que o rio parar de secar e começar a encher isso tudo é um fator. Todos os órgão envolvidos, tem o único objetivo é o resgate dos desaparecidos, então antes que aconteça esses riscos propriamente dito de rasgar a embarcação a gente está querendo esgotar todas essas variáveis, por que eles, a empresa e Marinha do Brasil que tem toda autonomia em relação ao que estão fazendo... a empresa pelo trabalho do resgate e a Marinha em aprovação do plano. Também como é um caso complexo que envolve pessoas desaparecidas envolve tanto inquérito marítimo quanto inquérito policial outras situações e essas decisões em conjunto elas estão sendo sempre tomadas no sentido de preservar mais ainda o local e tentar ainda o máximo possível tirar esse seguimento de cima pra daí sim fazer uma tentativa de içamento com um percentual maior de êxito.

Rafaela Aquino – Então com tanta dificuldade o que pode ser dito, sobre o prazo dado, será cumprido?

Dilermano Dantas - A gente ainda não passou do prazo foi apresentado a Marinha  um plano e esse plano envolveu um plano de trabalho de 12 dias hoje, está no oitavo, sendo que esses 12 dias só se contava após a chegada da empresa com o navio no local onde se encontrava o rebocador então sendo assim está dentro do cronograma mas se havia uma previsão possível de reflutuação no dia 23 de novembro, o que estava previsto mais ou menos assim no croqui que foi apresentado do plano, então não houve até o momento nem uma alteração, o que houve na verdade de alteração do plano foi que eles ainda não conseguiram colocar a rede em cima da embarcação por conta justamente dessa sedimentação que está 60% cobrindo a embarcação, agora estão usando o mecanismo para tentar tirar parte desse material ele vai cavar um pouquinho do lado um pouquinho de outro,  limpando deixando aquela areia menos densa para puxar essa embarcação de onde se encontra, O fato foi que quando a empresa chegou aqui ela detectou que essa embarcação estava emborcada e coberta 80% por terra pois as primeiras imagens que nós tínhamos inclusive do Navio Rio Branco navio hidrográfico da marinha nos apresentou uma imagem onde a embarcação estaria virada para cima normalmente, porém quando a empresa chegou aqui viu esse outro cenário ai mudou um pouco essa expectativa o que é o caso,  então a única diferença no plano é essa de não colocarem a rede.

Rafaela Aquino – E qual seria o processo a partir do momento em que os especialista colocarem essa rede na embarcação e em fim chegar ao grande momento de içamento?

Dilermano Dantas - A partir do momento em que se conseguir tira-lo do fundo vai ser arrastado para um local cerca de 1 km longe de onde ele está que é uma área mais plana que mede cerca de 20m de profundidade aí sim vai ser colocada rede para se fazer o içamento total desse embarcação então posso afirmar pra vocês que em relação a questão do plano que ele propriamente dito não está alterado salvo alteração da rede que não foi colocada. Quero dizer e aproveitar o momento que todos os dias são avaliadas várias variáveis dessa avaliação então todos os órgãos trazem em suas demandas e seus questionamentos e a empresa tem respondido tem dito como podemos tentar isso ou não e assim toda operação, envolve um risco. É inegável, sabíamos que poderia haver um soterramento, mas não dele praticamente total que foi que impressionou muitos e isso não estava nos planos.


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