10/07/2024 às 10h20min - Atualizada em 10/07/2024 às 10h20min

Imersão oportuniza estudantes de conhecerem o Peixe-Boi-da-Amazônia

Ação discutiu a manutenção de animais silvestres na Amazônia e o processo de reabilitação

Por: Henrique Britto

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Estudantes de conhecerem o Peixe-Boi-da-Amazônia

PARÁ - Métricas, análises e muita vontade de aprender estiveram na bagagem dos 20 estudantes de Medicina Veterinária, das regiões Norte, Nordeste e Sudeste, que atravessaram os rios Tapajós e Amazonas, neste final de semana, para conhecer a base flutuante do Projeto Peixe-Boi-da-Amazônia. Na comunidade Igarapé do Costa, município de Santarém, oeste do Pará, os universitários se revezaram para pôr em prática os conhecimentos com 12 filhotes da espécie Amazonian Manatee. Mais tarde, os estudantes também realizaram a soltura de nove espécimes de outros animais reabilitados.
 

A iniciativa encerrou a programação da 3ª Edição do Programa de Imersão Prática de Férias, promovido pelo Jardim Zoológico do UNAMA – Centro Universitário da Amazônia (ZooUNAMA). O objetivo foi promover não apenas integração dos espaços do Zoo com estudantes de outras regiões do país, mas o contato com espécies de animais característicos da floresta Amazônica.
 
“Essa aprendizagem prática é essencial para eles conhecerem a realidade da Amazônia, como é feito o trabalho de reabilitação de um animal silvestre ameaçado de extinção e descobrir qual a importância desse trabalho para a conservação da espécie ameaçada”, explicou a médica veterinária do ZooUNAMA, Ianny Posiadlo.



 
Os 12 filhotes de peixe-boi divididos entre os dois tanques, estão na última etapa do processo de reabilitação. Quando completados 8 anos, os animais serão soltos nos Rios da Amazônia. Este é um dos maiores projetos de manutenção e tratamento de animais silvestres do Brasil.
 
A veterinária explicou que a experiência foi fundamental aos estudantes, uma vez que estes conheceram de perto a alimentação e o ambiente onde os filhotes serão soltos. “Essa última etapa de reabilitação, a qual chamamos de aclimatação, dura em média dois anos. Além de conhecer características desse espaço, os alunos também realizaram atividades práticas como biometria, coleta de sangue e a captura dentro do tanque”, destacou.


 
EXPERIÊNCIA – No sexto período do curso de Medicina Veterinária, esta foi a primeira vez que a estudante Giovanna Rubem teve contato com a natureza amazônica. Para a acadêmica natural de Recife, Pernambuco, a experiência foi única. “Foi demais. Esse contato com a fauna local e a troca de experiências são importantes, entender e ver como funciona", relatou a estudante.
 
Mesmo de tão perto, o belenense Gabriel Serrão conta que seu último contato com peixe-boi foi ainda na infância, em um dos bosques da cidade. Pela primeira vez em Santarém, ele disse ter se encantado com a oportunidade de estar mais próximo da fauna amazônica. “Em Belém, a interação com animais silvestres não é tão ampla como a daqui. Eu fiquei realmente encantado, não só com peixe boi, mas a onça-pintada, por exemplo. É muito bonito o trabalho que o ZooUnama vem realizando”.
 
Espalhados pela bacia do Rio Amazonas, o Peixe-boi-da-Amazonia (Amazonian Manatee) já figura na lista de animais ameaçados de extinção. Para Gabriel Serrão, ‘Esperança’ é o que define o trabalho desenvolvido pelas instituições. “Acredito que com a educação ambiental a sociedade mude o olhar que temos pela fauna e pela flora que muitas vezes sofrem com agressão humana”, afirmou.


 
DE VOLTA AO LAR – Além do acompanhamento dos filhotes de peixes-boi, os estudantes também acompanharam o retorno à natureza de outros nove animais reabilitados. Os quais, dois Jacarés-Paguá (Paleosuchus palpebrosus), duas Marrecas-cabocla (Dendrocygna autumnalis), e cinco Tartarugas-da-Amazônia (Podocnemis expansa). “Os jacarés e as tartarugas foram encontrados em bairros de Santarém durante o período de chuvas. O tempo de reabilitação não foi tão prolongado porque eles chegaram saudáveis na instituição. É um trabalho de preservação. O ZooUnama atua em manter, reabilitar e soltá-los na natureza”, explicou o biólogo responsável pelo Zoo, Esrom Paixão.

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