04/06/2017 às 18h13min - Atualizada em 04/06/2017 às 18h13min

Homem é morto na Cachoeira da Pancada, com tiro de espingarda na cabeça e corpo é jogado no rio ainda vivo.

De: Oriximiná
Por: Marcio Garcia
Fotos: Marcio Garcia

ORXIMINA – Um crime brutal e covarde, eram 4 amigos, Jairo, Bonde, Camarão e Didi, um foi assassinado covardemente, um tiro de espingarda calibre 36 que atingiu a cabeça. Era por volta da meia noite de sexta-feira (02) comunidade da Cachoeira da Pancada, local distante do município de Oriximiná, única forma de chegar lá é pelo rio em média 6 horas de viagem de barco.

Existem duas versões para o crime e o que motivou, porém uma testemunha conta o que viu e ouviu no momento exato do assassinato. No depoimento dos envolvidos versões diferentes, Jairo, Bonde e Camarão já estão na delegacia, presos.

Nosso repórter Marcio Garcia conseguiu uma entrevista com a testemunha: “Aconteceu, tudo muito rápidos, eu estava na minha casa, moro sozinho, ouvi a discursão, o motor de luz estava parado, silencio, eu saí para ver um pouco mais de perto, nesse momento meu irmão sai da casa dele que fica em frente à minha, então ele se escondeu debaixo de um maracujazeiro e eu fiquei próximo a uma moita, atrás de 3 abacateiros, jamais imaginei, que ia acontecer o que aconteceu... O Didi estava cobrando uma espingarda que o Jairo estava devendo para ele... O Jairo disse que não ia pagar a espingarda, o Didi pegou a espingarda para levar, era a calibre 20..., o Bonde pulou encima do Didi agarrou a espingarda e disparou pra cima, nisso o Jairo disse calma ai, calma ai.., ai o Bonde pensou que ia acalmar e soltou o Didi, só que nessa hora o Jairo pegou e efetuou o disparo com a espingarda calibre 36 na cabeça do Didi... Nessa hora eu sai correndo de volta e me tranquei dentro de casa”.

Segundo a testemunha Jairo atirou na cabeça do amigo Didi, que foi cobrar uma dívida. A vítima se chamava Luiz Coelho da Silva, tinha 45 anos, era conhecida na comunidade como Didi.

Mas o grande absurdo, Jairo, Bonde e Camarão, tomaram uma atitude mais cruel ainda, a vítima não morreu com o tiro, no chão, Didi, tentava falar alguma coisa, segundo o depoimento de Bonde. Foi então que pegaram a vítima e levaram para o rio, se livraram jogando o corpo de Didi ainda vivo no rio.

Um crime que marcará pela brutalidade, frieza e ocultação do corpo, na delegacia nosso repórter Márcio Garcia falou com o Jairo Souza dos Santos, apontado pela testemunha e pelos comparsas como autor do disparo, mas ele nega e tentou colocar dúvida, de quem realmente atirou na cabeça da vítima.

Bonde e Jairo - Acusados

Bonde e Jairo - Acusados

“Nós estava bebendo lá! Ai ele pegou me ameaçou, me chamou de um bocado de coisa, de deficiente... Eu não estava devendo pra ele não! Ele me bateu, me deu um tapa, eu já vinha pra casa, já ia dormir, não tinha como medir força com uma pessoa maior do que eu, ele me ameaçou... Sobre jogar o corpo da vítima eu não sei não... era nós todos, o Bonde estava com uma espingarda e eu estava com a outra e o Camarão estava lá também... Deus saberá o que acontecerá comigo, eu não posso pagar uma coisa só eu... Sobre o corpo eu não sei o que fizeram com ele”. (Na foto: Bonde e Jairo - acusados)

O caso está com a polícia Civil, que dará prosseguimentos ouvindo todos os envolvidos para tentar desvendar o mistério, pois o corpo sumiu. As armar foram apreendidas e estão com a perícia.


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