17/06/2023 às 11h28min - Atualizada em 17/06/2023 às 11h28min

IGP-10 tem deflação de 2,20% em junho, aponta FGV

O resultado foi puxado por uma queda nos preços das passagens, combustíveis e alimentos. O novo recuo levou a taxa interanual ao seu menor patamar da série histórica do indicador

Da Redação
correiobraziliense.com.br

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FOTO; Reprodução/correiobraziliense.com.br

BRASIL - O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) manteve a tendência de deflação e apresentou queda de 2,20% junho. Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), divulgados nesta sexta-feira (16/6), com esse resultado, o índice acumula queda de 4,14% no ano e de 6,31% em 12 meses. 

Em junho do ano passado, o índice subiu 0,74% no mês e acumulava elevação de 10,40% em 12 meses. Segundo o coordenador dos índices de preços do FGV Ibre, André Braz, o novo recuo levou a taxa interanual ao seu menor patamar da série histórica do indicador. 

“Os preços de commodities de grande importância seguem em queda e puxam para baixo o resultado do índice, com destaque para: óleo diesel (de -5,63% para -15,80%), milho (de -12,48% para -15,63%) e bovinos (de -1,05% para -6,17%)”, destacou, em nota. 

Com peso de 60% no indicador, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10) caiu 3,14% em junho. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de -2,25%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram de 0,29% em maio para -1,01% em junho.

A principal contribuição para o resultado partiu do subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de 0,42% para -9,73%. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, caiu 0,03% em junho. No mês anterior, a taxa foi de 0,07%.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de -1,08% em maio para -3,36% em junho. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de -3,93% para -12,77%.

O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, caiu 1,68% em junho, contra queda de 0,55%, no mês anterior.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas passou de -5,88% em maio para -5,00% em junho. As principais contribuições para a taxa menos negativa do grupo partiram dos seguintes itens: soja em grão (-10,41% para -5,16%), minério de ferro (-11,50% para -8,04%) e algodão em caroço (-9,48% para -4,16%).

Em sentido descendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos seguintes itens: bovinos (-1,05% para -6,17%), leite in natura (3,87% para 0,34%) e café em grão (-0,07% para -5,57%).

IPC

Com peso de 30%, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) caiu 0,18% em junho. Em maio, o índice variou 0,60%. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. As principais contribuições para este movimento partiram dos seguintes itens: gasolina, hortaliças e legumes, medicamentos em geral, tarifa de telefone móvel, passagem aérea e calçados.

Em contrapartida, os grupos Habitação (0,48% para 0,79%) e Despesas Diversas (0,50% para 0,63%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores influências partiram dos seguintes itens: taxa de água e esgoto residencial e jogo lotérico.

INCC

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, subiu 1,19% em junho. No mês anterior, a taxa foi de 0,09%. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de maio para junho: Materiais e Equipamentos (0,11% para 0,10%), Serviços (0,42% para 0,32%) e Mão de Obra (0,01% para 2,27%).

 

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