08/09/2016 às 16h00min - Atualizada em 08/09/2016 às 16h00min

Mais uma vez moradores da várzea buscam soluções para o transporte escolar naquela região.

A comunidade pediu apoio do conselho tutelar, que afirma ser uma violação nos direitos dos alunos

Por: Walmir Ferreira
Foto: Portal Obidense

ÓBIDOS - A falta de transporte escolar para condução dos alunos do pólo Januária, área de várzea do município de Óbidos fez com que pais e mães se deslocassem a sede do município para, mais uma vez buscar solução para o problema.

Uma reunião entre conselho escolar, representação de pais, conselho tutelar e comunitários ocorreu na manhã desta quinta-feira, 08 para definir quais os novos passos a seguir quanto à reivindicação do transporte escolar para o Pólo Januária.

O conselho tutelar explica que o fato é uma violação aos direitos dos alunos.

“Nós já conversamos com o gestor da secretaria municipal de educação e representante do transporte escolar. Para o secretário está tudo normal com relação ao transporte escolar da área de várzea. Já o

representante da empresa contratada para realizar o transporte escolar disse que só vai voltar com os serviços assim que receber os recursos”. Disse José Paulo Castro da Silva, conselheiro.

Januária é uma comunidade de várzea distante há aproximadamente 30 km em linha reta da sede do município de Óbidos. A escola Nossa Senhora de Nazaré é pólo e recebe alunos de outras localidades como Ilha do Carmo e Ilha da Capivara. No ano de 2015 foram registrados apenas 94 dias letivos. Como o calendário da várzea é diferenciado devido a cheia do Rio as aulas iniciam em agosto. Em 2016 o ano letivo iniciou em 08 de agosto e teve apenas 12 dias de aulas.

Perante essa realidade o conselho escolar mobilizou assinaturas dos pais e responsáveis para interromper as aulas até a normatização do transporte escolar.

“Nós convocamos os pais para discutir esse assunto e tomar alguma medida para que nossos alunos não ficassem tão prejudicados, sem aulas e sem conteúdo. Por isso colhemos assinaturas em busca de somar forças com a comunidade para evitar uma evasão escolar”. Relatou Paulo da Silva Cavalcante,

Pres. Do Conselho Escolar.

Mas, a reivindicação não foi aceita pela escola que continua as aulas mesmo não tendo a metade dos alunos nas salas.

“Nós levamos aos professores e à gestão da escola as assinaturas com o pedido de paralização das aulas, mas recebemos de resposta que os funcionários não iam aderir porque não receberiam seus salários no final do mês. Quer dizer, eles estão apenas preocupados com os salários deles e nossos filhos ficam sem aulas”. Disse Elinaldo Cruz, representante dos pais.

O conselho tutelar elabora um novo relatório com informações de novas comunidades com problemas de falta de transporte escolar. O ministério público já tinha assinado um TAC, termo de ajuste de conduta pelo Governo municipal e empresa responsável pelo transporte para sanar o problema em 10 dias. O TAC teria sido assinado em julho. Mas, até o momento alunos são penalizados com a falta de transporte escolar e ficam sem aulas.


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