21/07/2016 às 00h00min - Atualizada em 21/07/2016 às 00h00min

Produtos de Cesta básica assuntam, Banana é a nova vilã da cesta básica no Pará

O feijão considerado como alimento popular é o maior vilão. Consumidores precisam driblar os reajustes para garantir alimentos

Por: Alice Martins Morais/Diário do Pará
Foto: Janduari Simões/Diário do Pará

PARÁ - A alta nos preços da cesta básica continua assustando as famílias paraenses. No mês de junho, a cesta básica no Pará custou R$419,28, quase metade do atual salário mínimo, de R$880. Dessa vez, a banana foi um dos produtos que contribuíram com o aumento, reajuste de preços que chegou a 0,69% nas feiras e supermercados.

Segundo o Dieese, a trajetória no preço da banana tipo prata e nanica, no 1º semestre de 2016 não foi uniforme. Em dezembro do ano passado, a dúzia do produto foi comercializada em média a R$5,69. Em janeiro deste ano, foi comercializada, em média a R$6,20, chegando a R$7,29 no mês passado. Com a nova alta de preço verificada em junho, a dúzia da banana apresentou um reajuste acumulado no 1º semestre de 28,12% contra uma inflação de 5,09% (INPC/IBGE), calculada para o mesmo período. Para o Dieese, a tendência para este mês de julho ainda é de alta no preço do produto.

VILÕES

Dentre os produtos que mais pesam no bolso, está a carne, cujo quilo aumentou quase 8% durante o 1º semestre, superando, inclusive, o crescimento da inflação, de 5,09%. Outro vilão é o feijão, antes considerado alimento popular e hoje compra de luxo. Estudo do Dieese

mostra que, apenas nos 5 primeiros meses de 2016, o preço do feijão carioquinha subiu cerca de 46%. “É difícil, porque, cada vez mais, o dinheiro dá para comprar menos produtos. Todo dia, é um preço diferente”, reclama a aposentada Benedita Quadros, 69 anos.

Para contornar a situação, ela reduziu a compra da carne bovina e substituiu por frango. Também deixou de fazer feijão todo dia. Para a administradora Carla Moraes, 33, a saída para desviar do encarecimento é pesquisar. “Vou a vários locais atrás do produto mais barato e anoto tudo. Com equilíbrio, dá para manter as despesas”, diz. 

Já a dona de casa Joana D’Arc, 69 anos, criou estratégias de controle e adaptação para continuar abastecendo a mesa. “Não compro mais carnes como a paulista e a alcatra, agora é só picadinho, frango, que são mais baratos”, relata. Para não deixar de comer o feijão, ela troca o carioquinha pelo feijão preto, cozinha o quilo de uma vez só e, em seguida, separa em potes a quantia diária e guarda no congelador. “Assim, a gente só come o necessário e faz a comida render asemana toda”, conta.

Para o economista Oberdan Duarte, os fatores causadores da elevação de preço variam de acordo com o produto. Quanto ao feijão, Duarte percebe o aumento como consequência das circunstâncias naturais atuais. “Não é tanto pela inflação. Os grãos, no geral, sofrem influência do clima e do período de entresafra”, afirma. Segundo o economista, muitas lavouras foram prejudicadas pelo clima e, com a oferta reduzida, o preço cresce. Outro elemento que agrava a situação é a perda de espaço para a soja. “A soja é um produto que tem demanda internacional e com possibilidade de muitos derivados, enquanto o feijão serve basicamente para a alimentação humana. Então, os produtores investem no que dá mais lucro”, esclarece. Apesar do momento ruim, Duarte acredita em melhoria na situação no 2º semestre, por volta de setembro ou outubro, justamente por fatores ambientais.

Por outro lado, a carne bovina é diretamente influenciada pela crise econômica brasileira. “Nesse caso, vejo como uma reação em cadeia: com o aumento do preço da soja e do milho, o valor da ração bovina cresce e, então, o gado fica mais caro e todos os produtos de origem bovina também”, explica. Para Duarte, as previsões continuam negativas neste 2º semestre, em decorrência do impacto do verão na produção bovina.

UM ALÍVIO

Se a banana subiu de preço, o pescado teve queda quase que generalizada. 

A média de preços dos pescadoscomercializados nos mercados municipais de Belém apresentou queda quase que generalizada no 1º semestre. É o que revela estudo realizado pela Secretaria Municipal de Economia (Secon) e Dieese.

As maiores reduções de preço foram no xaréu, com recuo de- 21,05%, seguido da piramutaba (-16,98%); cachorro de padre (-13,04%); sarda (-12,82%); gurijuba (-12,62%); pescada branca (-12,12%); tucunaré (-12,11%); peixe serra (-12,10%); tainha (-11,77%); pescada gó (-11,27%); aracu e dourada, ambos com queda de - 8,57%;curimata (-7,27%); arraia(-7,15%); pratiqueira (-7,12%); surubim (-6,98%); pescada amarela (-6,69%); corvina (-5,75%); bagre (-4,63%) e mapará (-3,58%).


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