26/05/2022 às 15h59min - Atualizada em 26/05/2022 às 15h59min

Júri popular condena Antônio Gilmar por homicídio qualificado | Portal Obidense

Após 10 anos, aconteceu o julgamento da morte de Adeiltom Ramos Marinho, sendo duas pessoas no banco dos réus, onde uma foi absolvida e a outra condenada

Da Redação



ÓBIDOS-PA - Um julgamento cansativo que durou aproximadamente 11 horas, no Fórum da Comarca de Óbidos, com a sentença sendo analisada e julgada pelo corpo de Júri popular composto por 7 jurados, e sentença lida pelo Juiz da Comarca de Juruti-PA Dr. Odnando Garcia Cunha. Assim foi o julgamento do crime de homicídio de Adeiltom Ramos Marinho ocorrido em dezembro de 2012 e sentenciado nesta quarta-feira 25 de maio.

Relembre o caso

No dia 4 de dezembro de 2012 por volta das 3:42 minutos, após saírem de uma festa, Adeiltom Ramos Marinho e seu amigo Carlisom Raimundo Seixas caminhavam pelo bairro da Cidade Nova em direção às suas residências, quando ao passarem pela rua Pedro Álvares Cabral foram surpreendidos por dois homens em uma moto, que sem permitir reação alguma começaram a efetuar disparos com arma de fogo na direção de Adeiltom, sendo disparado 6 vezes contra a vítima, 3 projéteis acabaram acertando a região da cabeça de Adeiltom, e assustado com tudo aquilo Carlisom seu amigo correu do local o mais depressa que conseguia. A vítima Adeiltom veio a falecer ainda no local de acordo com informações do investigador de polícia civil da época Sr. Severiato Coelho que após ter conhecimento do fato iniciou as investigações.

Autos do processo

O caso precisou ser investigado com minúcias de informações, sendo mais de 2.000 mil páginas do processo. E após tudo ser averiguado e pessoas serem ouvidas durante 10 anos, foi descrito nos autos que no dia em questão a vítima e seu amigo foram surpreendidos a tiros pelos irmãos Ataíde Soares Fonseca e Eráclito Soares Fonceca (vulgo Arigó), sendo Ataíde o autor dos disparos e Arigó o condutor da motocicleta.

Os autos baseados em informações anônimas ainda relatam que Jobsom Santos Pereira (vulgo Bode) teria sido responsável pela contratação dos pistoleiros para executarem Adeiltom e que toda a ação teria sido solicitada por Antônio Gilmar (popular Gil) acusado de mandante do assassinato.

De acordo com testemunhas da vítima, Gil (comerciante) teria motivos para mandar matar Adeiltom (funcionário de Gil) pois a vítima e o acusado teriam um desentendimento após acusações de furto na loja de Gil, que supostamente teria a participação de Adeiltom, contudo uma ação trabalhista movida por Adeiltom Marinho em 2012 pode ser a explicação para esse homicídio.



Acusação

O caso chegou ao Ministério Público, e a acusação contra os nacionais Jobsom Santos Pereira e Antônio Gilmar foi conduzida pelo Promotor de justiça e um advogado assistente, que no prazo de 1:40 minutos relataram o caso pedindo a condenação dos réus.

Defesa dos Réus

Em seu depoimento diante do Júri popular, Antônio Gilmar negou todas as acusações, e ainda informou que desconhecia que Adeiltom teria movido qualquer ação trabalhista contra o empresário antes do homicídio.

Jobsom Santos Pereira estava sendo acusado de ter intermediado a ação, contratando os irmãos Ataíde e Arigó e ainda recebendo uma quantia de 15 mil reais de Antônio Gilmar, valor pago pelo serviço prestado. Porém Jobsom acabou negando todas as acusações, e ainda informou que no dia do crime o mesmo estava em sua residência dormindo.

Sentença

O julgamento do homicídio de Adeiltom Ramos Marinho iniciou em abril de 2018, na época Ataíde Soares Fonseca confessou que teria efetuado os disparos que ceifaram a vida da vítima, e assim sendo condenado culpado e com pena de 19 anos de reclusão.

Jobsom Santos Pereira foi absolvido pelo Júri popular, que chegaram a conclusão que Jobsom não teria arquitetado e nem contratado os pistoleiros. O acusado já cumpre condenação em Belém-PA por outros crimes como furto e tráfico de drogas.

Antônio Gilmar veio a ser condenado pelo Júri popular por ter sido o mandante do homicídio (qualificado), com pena estipulada em 16 anos de reclusão e indenização de 10 mil reais a serem pagos a família da vítima.

Após a condenação, a defesa de Antônio Gilmar irá recorrer à decisão, e como Gil é réu primário poderá recorrer a este processo ainda em liberdade.

Eráclito Soares Fonseca (Arigó), continua foragido da justiça, o mesmo é acusado de participação no assassinato de Adeiltom Ramos Marinho, a força de inteligência da polícia civil continua as buscas desse elemento.




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