17/09/2021 às 10h04min - Atualizada em 17/09/2021 às 10h04min

Deputados cobram mudança na política de preços dos combustíveis | Portal Obidense

Nos últimos 9 meses os valores dos combustíveis foram reajustados 7 vezes

Por: Janary Junior, Ana Raquel Macedo
Informações: Rádio Senado

BRASIL - Desde 2016, o preço da gasolina, diesel e gás de cozinha acompanha a variação do dólar e do valor do barril de petróleo no mercado internacional. É a chamada política de paridade internacional.

De acordo com o IBGE, a gasolina acumula alta de 31% entre janeiro e agosto deste ano, contra uma inflação geral de 5,7%. O diesel e gás de cozinha também acumulam altas.

O assunto foi discutido com o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, em comissão geral no Plenário da Câmara dos Deputados. O debate foi proposto pelo deputado Danilo Forte (PSDB-CE).

Para o deputado, a regra atual prejudica o País, que vive uma tripla crise: energética, econômica e sanitária, com a pandemia de Covid-19.

“Nós temos que ter uma política de planejamento de preço capaz de não aviltar a já mísera condição econômica das famílias do nosso País. ”

Mesmo entre os deputados governistas houve questionamentos. O deputado Cacá Leão (PP-BA) defendeu que a companhia reveja sua posição. Ele lembrou que a Petrobras apresentou lucro de mais de R$ 40 bilhões no primeiro semestre, e tem condições de segurar novos aumentos de combustíveis.

“Acho que chegou a hora de a Petrobras devolver ao povo brasileiro os investimentos que foram feitos, baixando verdadeiramente o preço da gasolina, do óleo diesel e do gás de cozinha. ”






Durante o debate com os deputados, o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, afirmou que as regras atuais permitiram que a estatal recuperasse o lucro e saneasse as dívidas. Luna também falou que a Petrobras não repassa a volatilidade dos preços internacionais de petróleo.

“A Petrobras não tem controle de preços sobre a bomba. Ela controla e evita, no máximo possível, passar essa volatilidade. Vendo se determinados movimentos internacionais são estruturais, se eles são conjunturais, e não repassa de imediato. Somente quando se caracteriza uma mudança estrutural, para manter nosso mercado abastecido. ”

Deputados aliados ao presidente Jair Bolsonaro defenderam a atuação da estatal. Eles argumentaram que o principal culpado pelo alto preço dos combustíveis é o ICMS, um imposto estadual. O deputado Osmar Terra (MDB-RS) cobrou maior sensibilidade dos governadores para o problema.

“Está na hora desses governos estaduais, que foram tão ajudados pelo governo federal nessa pandemia, que receberam recursos extraordinários, que nunca haviam ido para governos estaduais e municipais, está na hora de ter compreensão e colaborar. ”

Desde o começo do ano, a Petrobras já determinou sete reajustes nos combustíveis. A empresa afirma que o principal responsável é o dólar, que vem se valorizando frente ao real, e encarecendo as importações, e os tributos. Cerca de 30% do mercado brasileiro é abastecido por importação.

Além do preço dos combustíveis, os deputados cobraram da Petrobras o fornecimento de gás natural para as termelétricas, que devido à crise hídrica respondem hoje a cerca de 28% da produção de energia elétrica no Brasil.

O deputado Edio Lopes (PL-RR), presidente da Comissão de Minas e Energia, afirmou que atualmente seis usinas estão sem funcionar em toda sua capacidade por falta de gás natural ou de manutenção. Crítica semelhante foi feita pelo autor do pedido de realização do debate, deputado Danilo Forte.​

 

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