02/12/2020 às 11h18min - Atualizada em 02/12/2020 às 11h18min

Bandidos assaltam banco em Cametá, no Pará | Portal Obidense

Uma pessoa foi morta durante o conflito.

Agência Brasil - Brasília
Divulgação - Redes Sociais
PARÁ – Em uma ação bastante parecida com a ocorrida na madrugada do dia 1º em Criciúma, em Santa Catarina, pelo menos 20 criminosos fortemente armados assaltaram uma agência do Banco do Brasil no município paraense de Cametá, na madrugada de hoje (2).
A exemplo do ocorrido em Criciúma, os criminosos fizeram transeuntes reféns, pessoas alí que estavam em bares nas proximidades assistindo há um jogo de futebol, com o objetivo de usá-los como escudo humano durante o enfrentamento com a polícia.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), os bandidos estavam com armas de grosso calibre, entre elas, fuzis. A ação durou mais de uma hora.

Informações preliminares apontam que uma pessoa morreu após ter sido usada como refém e alvejada pelos criminosos. Um morador também teria sido atingido na perna. De acordo com a Segup, essa pessoa está internada no hospital da cidade, mas sem gravidade.

Por meio de nota, a secretaria informou hoje (2) que a normalidade já foi restabelecida em Cametá, após a chegada de efetivos policiais de outras cidades.

Uma caminhonete que, segundo as autoridades locais, teria sido utilizada pelos bandidos durante a ação foi encontrada pelas equipes policiais com “diversos explosivos” no km 15 de uma estrada que faz conexão com o município vizinho de Tucuruí.

Novo Cangaço

Assaltos como o realizado em Criciúma e desta madrugada em Cametá, vêm sendo chamados de "novo cangaço" pelas proporções, pela organização e pela forma de atuação dos envolvidos. O fenômeno vem sendo comentado desde 2018, inicialmente em estados do Nordeste; mas no último ano também em São Paulo e no interior dos estados do Sul do Brasil.

Outra característica importante é que os grupos são errantes. Não são da própria cidade: eles invadem a cidade, atacam e fogem em seguida - explica o historiador Fabrízio Franco, pesquisador da criminalidade no período da Primeira República do Brasil.

A gente chama de modalidade de "novo cangaço" - confirmou o tenente-coronel Cristian Dimitri Andrade, comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar de Criciúma, em um áudio enviado à imprensa. - Fazem assaltos simultâneos, atacam quartéis, como atacaram o 9º Batalhão.

A diferença é que o cangaço era uma resposta de um grupo de pessoas pobres, marginalizadas, em uma região de seca e dominada pelo coronelismo - observa Fabrízio. - Os cangaceiros tinham uma coisa meio "Robin Hood"; certo nível de apoio da população mais pobre. Já o novo cangaço parece ser fruto apenas do crime organizado, já que vemos o poder financeiro dos grupos pela qualidade dos carros e armas que usam.


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