24/07/2019 às 15h09min - Atualizada em 24/07/2019 às 15h09min

Tem mais 6 suspeitos. Líder dos hackers confessou crimes. Coaf mapeou R$ 630 mil em transações suspeitas e investigados hacker

Suposto hacker mostrou mensagens de moro, diz advogado. “Como as informações chegaram às mãos de quem as divulgou?” – Informações do O Antagonista e Crusoé

Fonte: O Antagonista - Cruzoé
Por: Walmir Ferreira
BRASIL - Walter Delgatti Neto, considerado o líder do grupo preso ontem, confirmou à Polícia Federal ter sido responsável pela invasão dos celulares de Sergio Moro, Deltan Dallagnol e outras centenas de autoridades dos três poderes.

Delgatti está colaborando com as investigações.

Ele permitiu que a PF tivesse acesso a todos os seus arquivos armazenados em nuvem e confirmou aos investigadores que o material divulgado pelo Intercept é fruto do ataque cibernético.
Segundo Delgatti, houve casos apenas de invasões a celulares, outros de roubo de dados e ainda de sequestro da linha para simular conversas com terceiros.

Coaf mapeou R$ 630 mil em transações suspeitas de investigados por ataque hacker

Crusoé informa que, na decisão em que autorizou a prisão de quatro pessoas suspeitas de invadirem os celulares do ministro Sergio Moro, delegados e magistrados, o juiz Vallisney de Oliveira afirma que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, mapeou 424 mil reais em transações suspeitas na conta Gustavo Henrique Elias Santos, um dos presos na operação Spoofing.

A mulher de Gustavo, Suelen Oliveira, também registrou transações atípicas no valor de 203 mil reais, entre março e maio deste ano.

SUPOSTO HACKER MOSTROU MENSAGENS DE MORO, DIZ ADVOGADO

Walter Delgatti Neto, preso pela PF, mostrou as mensagens roubadas de Sergio Moro para seu parceiro Gustavo Elias Santos.

O relato foi feito pelo advogado deste último, Ariovaldo Moreira, que disse para O Antagonista:
“Mostrou para se vangloriar e dizer que tinha certo acesso.”


“Como as informações chegaram às mãos de quem as divulgou?”
O deputado Filipe Barros, vice-líder do PSL, disse a O Antagonista que a prisão dos acusados de invadir o celular de Sergio Moro e Deltan Dallagnol é apenas um começo.
 
“Mais importante agora é saber quem pagou por esse serviço e como as informações chegaram às mãos de quem as divulgou. Quem cometeu crime tem que ser punido.”

Insônia

Glenn Greenwald e seus repórteres ainda não apareceram no Twitter.
A noite deve ter sido ruim.

E agora? Autoridades, se perguntam: Como os supostos hacker que já tem passagens pela polícia serviram de fontes confiáveis para matéria jornalística de alguns meios de comunicação?

PF investiga participação de mais seis pessoas em ataque a Moro

Após as prisões dos quatro suspeitos de invadir o Telegram de Sergio Moro e outras autoridades, a PF investiga o possível envolvimento de mais seis pessoas no caso, informam Aguirre Talento e Leandro Prazeres em O Globo.

De acordo com o jornal carioca, “os nomes deles apareceram vinculados às contas utilizadas nos ataques ao ministro, porém em um primeiro momento a PF não identificou participação direta deles nos fatos”.

O juiz Vallisney de Oliveira, que ordenou a prisão dos quatro acusados de hacking, recebeu um relatório da PF e autorizou a quebra do sigilo dos e-mails dessas outras seis pessoas.
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