30/04/2018 às 08h17min - Atualizada em 30/04/2018 às 08h17min

MP negocia delação que envolve Lula e Petrobras

Por: Walmir Ferreira
Foto: UOL

BRASIL - O Ministério Público avançou no acordo de delação premiada de Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras. Ele está preso desde 2014. Ao afastar das mãos do juiz Sergio Moro as delações da Odebrecht, o Supremo alegou que não havia relação entre o dinheiro desviado e os crimes na Petrobras. Os procuradores, para completar o caso contra Lula, decidiram então realizar o acordo que não pretendiam fazer antes. Duque é considerado o principal operador do PT dentro da estatal. Ele afirma ter tido, pessoalmente, três reuniões secretas com o ex-presidente Lula, que cobrava a liberação de verbas para as empreiteiras. Do que ouviu, garante, pode mostrar como Lula conhecia todo o sistema. Munido de documentos, extratos bancários, planilhas e fotos em que aparece com os investigados, ele conhece os valores que saíam para cada parte. As empreiteiras pagavam propina de 1% ao PT. De acordo com a apuração do repórter Robson Bonin, do esquema entre Odebrecht e o partido, na empresa Sete Brasil, ficou um valor final para a legenda de R$ 200 milhões, divididos entre PT, Lula, Palocci e José Dirceu. O MP já confiscou R$ 86 milhões de uma conta de Duque, depositados em um banco suíço. (Globo)

Elio Gaspari: “Como ministro de Lula e de Dilma, Palocci tornou-se o comissário do andar de cima. A aliança de empreiteiros, empresários e papeleiros com Lula, Dilma e José Dirceu era essencialmente oportunista. Com Palocci havia mais que isso. O ex-ministro enriqueceu ao passar pelo governo. Quando Sergio Moro bloqueou suas contas pessoais e empresariais, tinha R$ 30,8 milhões. A colaboração do ex-ministro poderá resultar na exibição de novas conexões da máquina de roubalheiras. Hoje, empreiteiros e fornecedores larápios tornaram-se arroz de festa. Palocci operava no lado oculto da lua e pode mostrar como as propinas disfarçavam-se de caixa dois ou fingem ser contratos de consultoria. Um exemplo dessas ligações circulou há poucos meses. Palocci teria contado que, em 2002, antes do início do romance do PT com a banca, armou a transferência de US$ 1 milhão do ditador líbio Muamar Kadafi para a campanha de Lula. Tomara que o comissário tenha mostrado à PF a trilha bancária dessa transação.”


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