24/01/2018 às 09h08min - Atualizada em 24/01/2018 às 09h08min

Em Porto Alegre, vem aí o julgamento do ano. Resumos de assunto mais comentado no momento.

Fonte: Meio
Por: Walmir Ferreira
Foto: Jornal do Piaui

BRASIL - Será amanhã o julgamento que definirá as eleições de 2018. É quando três desembargadores da 8ª Turma do TRF-4 avaliarão a sentença do juiz Sérgio Moro, que condenou o ex-presidente Lula a 9 anos e seis meses por receber como propina da OAS um tríplex no Guarujá, balneário paulista. Uma derrota por 3 a 0 ou 2 a 1 faz diferença: mesmo condenado, se a decisão não for unânime, há mais possibilidades de recursos. Ao fim da decisão de segunda instância, segundo a Lei da Ficha Limpa, estaria inelegível. Mas não é tão simples: uma liminar concedida pelo TSE pode ser o suficiente para mantê-lo concorrendo por um tempo. (Estadão)

O caso, o julgamento, explicados em gráficos. (Globo)

O resultado final dependerá não só da sentença do TRF-4 — se confirma a condenação, se unânime, quão incisiva, se a pena foi aumentada ou diminuída. Dependerá, também, da capacidade de mobilização do PT. Quanta gente irá às ruas? Militantes pró-Lula já acampam em Porto Alegre desde o domingo e o próprio ex-presidente deve ir. Mas grupos como o Vem Pra Rua também organizam passeatas contra. Ocorrerão em todo o país. A preocupação das autoridades é fazer com que não se encontrem. Na capital gaúcha, o entorno do tribunal será bloqueado já a partir de hoje à tarde. Haverá barcos da Marinha nas margens do Guaíba, aeronaves vigiarão o espaço aéreo e snipers ocuparão o topo de prédios. (Estadão)

As manifestações pró-Lula contarão com dois mil militantes que vestirão braçadeiras ‘segurança voluntária’, segundo a Piauí. O objetivo é encontrar infiltrados e impedir violência.

Hélio Schwartsman: “O PT e simpatizantes insistem em que Lula foi condenado sem provas. O que mais há no processo são provas, juntadas tanto pela acusação como pela defesa. O que provavelmente estão querendo dizer é que o conjunto probatório não é convincente. As provas precisam ser interpretadas. E quem deve interpretá-las? Nas democracias, é a figura do juiz natural que determina se é suficiente para condenar o réu. De minha parte, acho que os procuradores conseguiram mostrar bem que o apartamento foi preparado para Lula, com o seu conhecimento. Nos bons tempos do PT, isso já bastaria para expulsão sumária da legenda por desvio ético. Os procuradores foram bem menos felizes em apontar o ato de ofício que Lula teria exercido para beneficiar a empreiteira. Isso basta para condená-lo? Como prefiro leituras mais garantistas, hesitaria em fazê-lo, mas não creio que a decisão tomada por Moro se afaste do espaço da legítima interpretação.” (Folha)

A Polícia Federal e o Ministério Público amanheceram nas ruas do Rio e de São Paulo por ordens da juíza Caroline Vieira Figueiredo, que substitui Marcelo Bretas, em férias. A Lava Jato local tem mandados de prisão preventiva contra Alexandre Pinto, ex-secretário de Obras do prefeito Eduardo Paes, e mais dois. São acusados de receber propinas na construção do sistema de transporte rápido carioca, o BRT.

Segundo o relatório da Força Aérea Brasileira, não há registro de pane ou mau funcionamento no avião onde morreu o ministro Teori Zavascki, do STF. A visibilidade em Paraty, porém, estava abaixo da recomendação mínima e não havia condições técnicas para pouso. O piloto provavelmente se desorientou — causando a própria morte e a dos passageiros.

Vivemos em uma sociedade cada vez mais dividida. De um lado, a globalização intensificou as pressões competitivas. De outro, a tecnologia nos fez voltar ao trabalho altamente qualificado e também à desigualdade exacerbada. A solução para o dilema? Repensar os sistemas que protegem os afetados pelas mudanças estruturais. Isso porque o custo de cuidar dos idosos aumentou, tanto em termos de pensões como de novas tecnologias que prolongam a vida. O de cuidar dos jovens também. Em economias mais especializadas, os preços da habitação combinados com a necessidade de níveis mais altos de educação significam que a adolescência é prolongada: os jovens dependem ainda mais do apoio familiar. Para Minouche Shafik, diretor da London School of Economics, estamos caminhando para um novo contrato social. O assunto será tema de debate do Fórum Econômico Mundial de Davos que começa hoje.

Um estudo divulgado pela Oxfam mostrou que a desigualdade do mundo avançou no último ano: 42 pessoas possuem a mesma riqueza dos 3,7 bilhões mais pobres. Um ano antes, o número era de 61 pessoas. Em 2009, era de 380. Segundo a pesquisa, de toda a riqueza gerada no mundo em um ano, 82% foram para a parcela de 1% mais ricos da população — a metade mais pobre não recebeu nada. (Globo)

Temer já embarcou para a Suíça. Depois de três anos com delegações comandadas por ministros, o Brasil voltará ao Fórum comandado por um presidente. (Globo)

Para ler com calma. Professor de Cambridge e âncora do podcast Talking Politics, o cientista político David Runciman está para lançar seu novo livro, How Democracy Ends (Amazon). Seu raciocínio começa com a questão das mudanças climáticas. Ser cético, ele lembra, é saudável. Mas o que vem predominando é o cinismo. “Um cético é alguém suficientemente preocupado com a verdade”, explica. “O ceticismo é uma força positiva, precisamos duvidar do que nos é dito.” Cinismo, não, ele não busca a verdade. E traz boas doses de hipocrisia. É onde entra outra questão. Vivemos o tempo da cauda longa. Por um lado, há macrofenômenos que todos acompanhamos. Séries, livros, músicas que todo mundo conhece. E microfenômenos — os pequenos nichos que encontram espaço entre poucas pessoas obstinadas. “O que acaba perdendo espaço nessa história é o centro: o evento de médio impacto, o político de influência média, o jornal mediano, talvez o próprio centro político.” O cinismo e a cauda longa minam as democracias lentamente, ele alerta. (Folha)

Cotidiano Digital

Pela primeira vez, um executivo do Facebook se dispôs a encarar algumas das questões mais complexas envolvendo a rede e democracias. Gerente de Engajamento Cívico, Samidh Chakrabarti reconheceu que a plataforma cria bolhas onde opiniões políticas são reforçadas. “Usuários são atraídos por informação que reforça suas narrativas e rejeitam os pontos de vista contrários”, ele escreve. Uma das iniciativas para encontrar solução será apresentar múltiplos pontos de vista, não apenas os diametralmente opostos. Chakrabarti levanta outra questão que ele considera pouco mencionada: redes sociais podem distorcer a percepção que políticos têm da opinião pública. Mulheres, por exemplo, estão pouco presentes nos debates políticos do Facebook. Assim, nas redes, grupos minoritários podem parecer volumosos e, grupos grandes, são muitas vezes subrepresentados. Compreender a opinião pública a partir do que está no Facebook, segundo o próprio Facebook, é um erro.

Aliás... O Facebook convidou outros especialistas a opinar sobre a relação entre sua rede e democracia.

YouTube e Hulu lançaram ano passado no mercado americano serviços de transmissão de canais de TV por streaming. O primeiro está com 300 mil assinantes e, o segundo, 450 mil. As operadoras de cabo tradicional também vendem seus canais por streaming, e há mais tempo. E estão à frente. A Dish tem 2 milhões de clientes e, a DirecTV, um milhão nesta modalidade. Há uma diferença fundamental. Enquanto as novas, vindas da internet, podem ser canceladas com dois ou três cliques de mouse, clientes dos serviços de TV por assinatura tradicional têm um pouco mais de dificuldade. E acabam desistindo no meio. Neste primeiro momento, tratar mal o cliente é uma vantagem.

Foi o primeiro dia de funcionamento da Amazon Go, a loja física em que os sistemas percebem o que cada consumidor pega e cobra automaticamente, sem necessidade de caixas. E pelo menos uma cliente pegou um iogurte sem que os sensores o percebessem. (Ela avisou quando recebeu a notinha pelo celular e viu a ausência do produto.)

Em um momento de desespero, uma mulher grávida, que não deseja ter o filho, busca ajuda na internet. Encontra o que parece ser o que precisa: um site que oferece auxílio para mulheres com gravidez indesejada. O que não se deixa claro é que, na verdade, a página tem como objetivo impedi-las de abortar. Na consulta, grávidas são constrangidas e forçadas a assistir a vídeos assustadores, além de receberem falsas informações sobre o aborto. A reportagem da Agência Pública descobriu que o domínio do site está registrado em nome de um padre ligado à Opus Dei e ao Centro de Ajuda à Mulher.

Na Holanda, a polícia de Roterdã anunciou um programa que prevê a abordagem de jovens que estejam vestindo roupas de grife ou acessórios caros. Se eles não responderem satisfatoriamente sobre a origem dos bens, a polícia poderá confiscá-los. As autoridades esperam que isso funcione como um impedimento para jovens criminosos, mas os moradores da cidade acham que as medidas inevitavelmente levarão a um perfilamento racial — quando as abordagens policiais classificam um indivíduo como suspeito com base apenas em sua cor ou etnia. (Nexo)

As cidades europeias podem prevenir 10.000 mortes a cada ano se expandirem suas infraestruturas para bicicletas. Se 24,7 % de todas as viagens fossem feitas a bordo delas, Londres poderia poupar 1.210 mortes semanais, Roma pouparia 433 e, Barcelona, 228. A diferença está na qualidade do ar — o nível de poluentes diminui. Ao mesmo tempo, ciclovias aumentam a atividade física e os benefícios para a saúde. Por último, o número de acidentes de trânsito cai.

Cultura

A EDF Energy, empresa de gás dona da praia de Dungeness, na Inglaterra, informou que pretendia limpar o local. Foi recado para que um pescador local se mexesse rápido — e encontrou comprador para o container de madeira de 2,5 por 1,25 metros que tinha por lá. Seria, fatalmente, destruído. A caixa foi comprada pelo galerista John Brandler. E não à toa. Um Banksy original orna um dos lados.

A sequência do filme Mulher-Maravilha será o primeiro filme a adotar as regras do Sindicato dos Produtores para evitar casos de assédio sexual no cinema. Como resposta à onda de denúncias de assédio em Hollywood, as orientações incluem não criar um ambiente de trabalho hostil e não condicionar uma promoção ou benefício a avanços sexuais. (Folha)

E no Framboesa de Ouro 2018, a premiação que faz contraponto ao Oscar, Jennifer Lawrence, Tom Cruise e Johnny Depp são indicados a piores do ano. O filme Transformers: O Último Cavaleiro liderou as indicações

 

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