12/12/2023 às 07h52min - Atualizada em 12/12/2023 às 07h52min

Sem apoio da esquerda, Câmara reúne 177 assinaturas para CPI do crime organizado

Nenhum deputado de partidos de esquerda assinou o documento assinou o pedido para criação do colegiado

Da Redação
Pleno News

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Plenário da Câmara dos Deputados Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

BRASIL - O deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) reuniu 177 assinaturas favoráveis – seis a mais do que o necessário – à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a o crime organizado no País. O parlamentar conseguiu apoio junto aos setores de direita da Câmara. Nenhum deputado de partidos de esquerda assinou o documento.

Gaspar citou como justificativa para a instalação da CPI a existência de “um intrincado esquema de conexões com outros grupos criminosos e uma rede subterrânea de ligações com os quadros oficiais da vida social, econômica e política da comunidade”.

– Das organizações criminosas, originam-se atos de extrema violência, que expõem um poder de corrupção de difícil visibilidade pelo uso de disfarces e simulações – afirmou.

Como revelou o Estadão, a presidente de uma ONG ligada ao Comando Vermelho (CV) e condenada na Justiça conseguiu acessar o prédio do Ministério da Justiça, em Brasília, e ter reuniões com dois secretários. Luciane Barbosa, que é esposa do criminoso Tio Patinhas, um dos chefes da facção no Amazonas, ainda teve reuniões no Ministério dos Direitos Humanos, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e transitou livremente pelos corredores do Congresso.

O autor da proposta da CPI não citou o episódio que fragilizou a gestão do ministro da Justiça, Flávio Dino, à frente da área de segurança pública do governo. Por outro lado, o pedido de instalação do colegiado faz menções ao plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para sequestrar e assassinar o senador Sérgio Moro (União Brasil-PR).

Na última quinta-feira (7), a Polícia Federal (PF) identificou outro plano do PCC que mirava os presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A facção mobilizou uma célula com três de seus integrantes e bancou seus custos – cerca de R$ 44 mil -, como estadia, celulares, aluguéis, seguro, IPTU, mobília, transporte e até compra de eletrodomésticos.

Apesar do apoio reunido, Gaspar ainda depende do aval de Lira para a CPI sair do papel. Existem ao menos outras quatro propostas nas frente para serem analisadas pelo presidente da Câmara, dentre elas a CPI do Abuso de Autoridade, que conta com o apoio em massa da direita para investigar supostos abusos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outros membros do Poder Judiciário.

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