01/11/2016 às 17h30min - Atualizada em 01/11/2016 às 17h30min

Pouco conhecido aconteceu nos dias 23 e 29 de outubro a 3ª Edição do Rally do Mondongo.

Os loucos por aventura atravessam o rio Amazonas em balsa até Santa Rita e seguem via margens enlameadas do rio até a comunidade do Mondongo

Por: Walmir Ferreira
Foto: Portal Obidense

ÓBIDOS – Virou mania no oeste paraense, inspirados no RAID Alenquer x Curuá, os Rally´s de aventuras de veículos de 2 e 4 rodas, que aconteceu em edição dupla dia 23 e dia 29 em Óbidos.

São aproximadamente 10 minutos de travessia. 15 km de aventura. E uma experiência guardada para o resto da vida. Trilha Óbidos – Mondongo uma aventura na várzea. Poucos ainda conhecem, quem já encarou não esquece as belezas que durante a estiagem podemos observar.

Rali (também conhecido como Rally ou Rallye) é uma forma de competição automobilística disputada em vias públicas ou privadas com

veículos de produção modificados ou especiais como Pickups, caminhões motos e automóveis convencionais. Este esporte se distingue por não ser disputado em autódromos, mas em um formato ponto-a-ponto no qual os participantes e seus copilotos (conhecidos também como navegadores) dirigem entre pontos de controle determinados (estágios), partindo em intervalos regulares a partir de um ou mais pontos de partida.

Mas, o rali ou rally, como muitos preferem, que vamos falar agora está tomando o gosto por muitos aventureiros nos últimos anos. Esta modalidade pode ser feita em duas ou quatro

rodas e percorre os terrenos de terra que ficam à mostra no período de estiagem. Estamos falando da várzea.

De Santa Rita ao Mondongo

No município de Óbidos a várzea é uma terra de muitos desafios. No período de cheia do rio Amazonas a grande parte da área fica submersa. O terreno é inundado pelas águas dos lagos e igarapés que transbordam ao serem invadidos pela água do maior rio do planeta. Seis meses depois tudo que estava debaixo d’água fica à mostra. E são quilômetros e quilômetros de terra.

Para chegar às comunidades de várzea, na cheia do rio é preciso ir de barco. Mas, na estiagem o percurso é feito a pé (hoje menos

praticado), à cavalo, de motocicleta e até de carro. Isso só é possível porque toda a área que fica submersa na cheia seca totalmente e deixa um imenso terreno plano ideal para os amantes de aventura sobre rodas.

Os veículos atravessam a cidade de Óbidos de balsa. São pouco mais de 1.500 metros de travessia, nada extravagante para a parte mais estreita de toda a extensão do Rio Amazonas. Ao chegar do outro lado os veículos partem rumo ao interior das comunidades, entre árvores e bovinos os cenários vão modificando. Pontes ainda são necessárias, mas os igarapés já não são tão desafiadores como na cheia.

Em duas ou quatro rodas a aventura é certa e há dois anos grupos de motoqueiros promovem excursões até as comunidades mais distantes, como a comunidade Mondongo, residida por remanescentes de quilombolas.


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