09/02/2023 às 10h38min - Atualizada em 09/02/2023 às 10h38min

Terrorismo econômico | Portal Obidense

Ação coordenada de Lula contra Roberto Campos Neto expõe estratégia de terror contra fundamentos econômicos, o que pode lançar de vez o país no abismo

Da Redação
oantagonista.uol.com.br

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BRASIL - Em seu conceito mais moderno, o terrorismo econômico consiste em ações desestabilizadoras variadas, coordenadas numa estratégia sofisticada de ação de massa, a fim de interromper a estabilidade econômica e financeira de um estado. Tais ações podem ser violentas ou não, mas ter efeitos psicológicos na sociedade e, por sua vez, consequências econômicas.

  

Em geral, são ataques externos que partem de nações inimigas ou grupos de interesse, com objetivo de dominação. Em alguns casos, porém, o terrorismo econômico pode ser usado por agentes nacionais, inclusive por quem controla o Estado. 

 

O que se vê no Brasil de hoje é a execução de um plano coordenado de terror para desestabilizar a economia. O objetivo de dominação é o mesmo.

 

Ele é conduzido por Lula, o presidente da República, que após obter, via Congresso, a pulverização do arcabouço fiscal — sem apresentar qualquer modelo que o substitua –, tenta submeter o Banco Central, partindo para um ataque coordenado contra seu presidente Roberto Campos Neto. 

 

Sob o argumento falacioso de que a taxa básica de juros está muito acima do que deveria, encarecendo o custo do dinheiro e reduzindo a atividade econômica, o petista ataca os fundamentos econômicos, gera insegurança institucional e jurídica, o que termina por pressionar os juros futuros para cima. 

 

Não é uma atitude isolada. Como eu disse, o faz de forma coordenada com ministros, parlamentares, militantes e blogueiros amigos. 

 

Só ontem, no mesmo dia em que ofereceu um café da manhã para jornalistas alinhados, surgiram na mídia matérias desabonadoras contra Campos Neto. Deputados apresentaram pedidos de convocação dele à Câmara e um partido (PSOL) anunciou projeto para revogar a autonomia do BC. 

 

O atual governo age rápido para poder sustentar o discurso de que seu antecessor deixou uma economia em frangalhos, o que não poderia ser mais distante da verdade. Ainda na transição, surgiu na imprensa festiva a tese de que Paulo Guedes havia deixado um rombo superior a R$ 300 bilhões nas contas públicas. 

 

O que se verificou, porém, foi um superávit de R$ 54 bilhões, a menor taxa de desemprego (8,1%) em 7 anos — desde o desastroso governo Dilma — e uma dívida pública em trajetória descendente (73,5%). E isso num cenário externo com pressão inflacionária pós-Covid e guerra na Ucrânia. 

 

Em 1908, Stálin analisou os primeiros conflitos anárquicos contra a “exploração dos trabalhadores” e criticou a destruição de máquinas e fábricas. Segundo ele, ações pontuais de violência deveriam ser substituídas por uma estratégia permanente de enfrentamento da “burguesia”“Devemos mantê-la em estado de medo o tempo todo, até que a vitória final seja alcançada!” 

 

“Não devemos destruir as máquinas e fábricas, mas tomar posse delas, quando isso for possível, se estivermos de fato lutando para abolir a pobreza (…) tudo o que é necessário é que as fábricas e máquinas sejam transformadas de propriedade privada de capitalistas individuais na propriedade pública do povo”, escreveu Stálin há mais de um século. 

 

Uma sociedade próspera e livre não se submete a projetos de poder ou desígnios individuais, então é preciso empobrecê-la para torná-la submissa.  

 

“Vamos tomar o poder, o que é diferente de ganhar a eleição”, diria Zé Dirceu. O poder, claro, é econômico. 

 


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