28/01/2022 às 13h22min - Atualizada em 28/01/2022 às 13h22min

Repressão à imprensa aumentou em Cuba após protestos de julho de 2021 | Portal Obidense

O regime comunista reprimiu brutalmente os protestos. Estima-se que cerca de 5.000 pessoas foram presas

Da Redação
Portal do Jornalista

MUNDO - Uma das fontes mais importantes de informação sobre Cuba, a agência de notícias espanhola EFE está prestes encerrar as atividades na ilha socialista após mais de 50 anos. Presidente da empresa, Gabriela Cañas disse recentemente que o regime cubano está tornando quase impossível a realização de reportagens no país e que em breve a empresa deve ser forçada a parar de atuar por lá.
 
Segundo reportagem da DW, apenas dois correspondentes da EFE ainda têm autorização de trabalho em Cuba e outros cinco jornalistas da agência tiveram suas permissões indeferidas no fim de 2021.


As autoridades não deram um motivo para o aumento do cerco à imprensa, mas analistas acreditam que a mudança tenha relação com os protestos de julho do ano passado, quando grande quantidade de pessoas foi às ruas. Foram as maiores manifestações no país desde a revolução de 1959.
 
O regime comunista reprimiu brutalmente os protestos. Estima-se que cerca de 5.000 pessoas foram presas.
 
Em seu ranking de 2021 de liberdade de imprensa, a ONG Repórteres sem Fronteiras classificou Cuba em em 171º lugar entre 180 países. 
Embora a mídia privada seja proibida em Cuba, existem portais de notícias independentes que enfrentam represálias. 
 
Eles tentam se firmar como alternativa aos canais governamentais e à emissora venezuelana TeleSUR, que tem autorização do regime cubano.

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