06/12/2023 às 09h05min - Atualizada em 06/12/2023 às 09h05min

Maduro envia militar para liderar Essequibo e mostra novo mapa

Ditador criou uma Zona de Defesa Integral para cuidar da área invadida

Da Redação
Pleno News

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Nicolás Maduro mostra novo mapa da Venezuela Foto: YouTube Nicolás Maduro

MUNDO - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta terça-feira (5) a criação de uma divisão militar para lidar com o território em disputa com a Guiana, que terá sede na cidade de Tumeremo, mas sem a previsão de incursões.

– É criada a Zona de Defesa Integral Guayana Esequiba (Zodi), com três áreas de desenvolvimento (…), dependente militar e administrativamente da Região de Defesa Integral Guayana (Redi) – disse Maduro durante uma cerimônia com prefeitos, governadores, ministros, diplomatas, militares e outras autoridades de alto escalão.

Ele também indicou que essa nova Zodi, uma espécie de divisão militar do território, funcionará provisoriamente em Tumeremo, uma cidade mineradora localizada no estado de Bolívar, perto do Brasil e da fronteira com a área disputada, que faz parte do território da vizinha Guiana desde a época em que era colônia do Reino Unido.

Maduro nomeou o general Alexis Rodríguez Cabello como a principal autoridade da chamada Guayana Esequiba (Guiana Essequiba) para a Venezuela, que planeja anexar esse território de quase 160 mil quilômetros quadrados e rico em petróleo sobre o qual não exerce controle desde 1899.

Rodríguez Cabello também exercerá seu cargo em Tumeremo, pelo menos “provisoriamente”, enquanto o governo avança na implementação dos resultados do referendo de domingo, no qual os venezuelanos aprovaram – unilateralmente – a anexação da área em disputa com a Guiana.

A disputa por essa área remonta ao século XIX, mas desde 2018 ganhou impulso diante da admissão do caso pela Corte Internacional de Justiça (CIJ), que pediu à Venezuela que não realize ações que alterem a dinâmica atual da área, administrada pela Guiana.

No entanto, Maduro rejeita a mediação da CIJ nessa questão, um argumento que também foi reforçado pelo referendo, no qual os venezuelanos concordaram em não reconhecer a jurisdição do tribunal internacional, que, de qualquer forma, emitirá uma decisão vinculativa para as duas nações nos próximos meses.

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