05/12/2023 às 11h36min - Atualizada em 05/12/2023 às 11h36min

Exército coloca veículos blindados em Roraima na fronteira com a Venezuela

Venezuela e Guiana vivem tensão após um referendo que confirmou a vontade dos venezuelanos de anexar o Essequibo. Brasil está na rota de uma possível invasão

Da Redação
Correio Braziliense

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Blindados do Exército - Foto: Exército Brasileiro

BRASIL - O Ministério da Defesa colocará pelo menos 20 veículos blindados na fronteira de Roraima com a Venezuela. De acordo com a pasta, o deslocamento dos veículos já estava previsto para ajudar no combate ao garimpo ilegal na região, mas eles também ajudarão na segurança da fronteira. Segundo a CNN, os blindados ficarão em Boa Vista, mas a postos caso precisem se deslocar para Pacaraima.

No domingo (3/12), a população da Venezuela demonstrou por meio de um referendo que é a favor da anexação do Essequibo, território da Guiana, na Venezuela. Caso o país queira invadir o território vizinho, o caminho mais fácil é pela fronteira brasileira. Desde a semana passada, o governo brasileiro tem colocado tropas a postos na região. 

Nesta segunda-feira (4/12), ao exibir o resultado da votação, o presidente Nicolás Maduro prometeu recuperar o território, que já pertenceu à Venezuela e está em disputa desde 1841. "A decisão que vocês tomaram dá um impulso vital poderosíssimo (...) Agora, sim, vamos recuperar os direitos da Venezuela históricos na Guiana Essequiba; agora, sim, vamos fazer justiça", afirmou Maduro.

Já o presidente da Guiana, Irfaan Ali, disse que está trabalhando para garantir que as fronteiras do país "permaneçam intactas". 

A tensão na região aumentou depois que em 2015 a companhia americana ExxonMobil descobriu campos de petróleo na região. Há cerca de 11 bilhões de barris no território. Além disso, a região é rica em ouro e diamante. O território de 160 mil km² responde a cerca de 70% da área da Guiana. 

No domingo, o presidente Lula pediu "bom senso" da Venezuela e da Guiana na disputa. “A humanidade deveria ter medo de guerra porque só faz guerra quando falta o bom senso, quando o poder da palavra se exauriu por fragilidade dos conversadores. Vale mais a pena uma conversa do que uma guerra”, disse. 

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