08/07/2021 às 14h37min - Atualizada em 08/07/2021 às 14h50min

“O melhor tipo de lixo é aquele que não é gerado”, afirma especialista

Para combater os males do lixo eletrônico, professor da Anhanguera defende que cada cidadão repense seus hábitos de consumos

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Imagem de dokumol por Pixabay
São Paulo, julho de 2021 – O planeta vive em constante combate ao lixo eletrônico, ou Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos (REEE), que são todos os dispositivos eletroeletrônicos que não estão sendo mais usados, sejam eles de celulares, tablets e computadores a TVs, lavadoras de louça e de roupa, geladeiras e muitos outros. Essa luta se dá pela dificuldade de se decomporem na natureza e problemas de saúde que podem causar ao ser humano, devido em alguns casos usar componentes radioativos.

No último mês de junho, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou que 18 milhões de crianças, além de mulheres, inclusive gestantes, estão expostas ao lixo eletrônico pela atividade informal de reciclagem desse material.1 “Essa questão é problematizada pelo descarte incorreto do lixo eletrônico, que inclusive é visto como crime ambiental. Ao ser descartado sem os cuidados necessários, o lixo libera substâncias químicas, como chumbo, cádmio, mercúrio e berílio que causam contaminação do solo, da água e, em contato com o ser humano, pode provocar doenças graves na pele, no sistema nervoso e sanguíneo, rins, fígado e pulmões, além de problemas ao feto em caso de gravidez”, explica o coordenador do curso de Engenharia Elétrica da Faculdade Anhanguera, Renato Lobo.

De acordo também com a ONU, em 2019 o mundo gerou 53,6 mega toneladas de lixo eletrônico, uma média de 7,3 kg por pessoa. Entre os países que falam português, o Brasil foi o líder com mais de 2 mil toneladas. O total do lixo eletrônico gerado aumentou 9,2 mt desde 2014 e deve crescer para 74,7 mt em 2030.2

“Para todos os tipos de lixo, podemos refletir sobre nossos hábitos e fazer um exercício para reduzir nossa geração de resíduos. Um dos ‘mantras’ dessa área é ‘O melhor tipo de lixo é aquele que não é gerado’. Com isso em mente, podemos repensar nossas atitudes: Reduzindo consumo, Reusando embalagens, Reciclando o que podemos, os 3Rs da cadeia de reciclagem”, complementa o coordenador. 
 
Lobo também sugere a inclusão de um quarto R, muito importante para os dias de hoje: “Repense seus hábitos de consumo”. Especialmente, na pandemia, houve mudanças nos hábitos, principalmente com a adoção do trabalho remoto. “Segundo levantamento, com esse movimento digital na pandemia, o comércio eletrônico chegou a uma participação de 7,2% do varejo, acima dos 6% que representava, tradicionalmente, crescendo em 71%. Por isso, repense se o produto é realmente relevante e tenha em mente que o descarte certo salva vidas e o ambiente.

Sendo assim, Renato dá dicas de como descartar corretamente o lixo eletrônico.
 
  • Siga as instruções do produto: Em primeiro lugar, busque ver se o fabricante informa como descartar aquele produto corretamente. Eles podem indicar locais, métodos e até mesmo logística reversa para dar conta do lixo.  Leia os manuais e informativos sobre o produto.
 
  • Pesquise onde descartar: Caso não tenha as informações no produto busque por autoridades locais ou programas de coleta de lixo eletrônico. No mínimo, terão alguma indicação para a melhor destinação para os resíduos.
 
  • Repense sobre o que irá descartar: Muitas vezes é mais simples e barato trocar o produto ao invés de consertá-lo, mas repense e procure para saber se alguém não pode reutilizar antes de ser considerado lixo. Procure ONGs que podem reutilizar o eletroeletrônico, ou até mesmo brechós gratuitos. Não crie cemitérios de aparelhos que poderiam estar sendo úteis em outro local.
 
  • Separe os materiais antes do descarte: Remova pilhas e baterias dos eletrônicos, elas devem ser descartadas separadamente em qualquer coleta destinada a elas. Importante também não as abrir ou injuriá-las de maneira alguma, as pilhas e bateria devem ser devolvidas inteiras para que não se tornem mais tóxicas. No Brasil, há legislação que obriga comerciantes a oferecerem maneiras pelas quais o consumidor possa se desfazer de forma responsável de baterias e pilhas usadas.

Sobre o eletrônico em si, no caso de computadores, por exemplo, não se deve esquecer de destruir os arquivos ou retirar discos rígidos e SSDs. Medida similar deve ser tomada com cartões de memória em celulares e câmeras.

 
Para finalizar, Renato lembra que da parte do cidadão não há como garantir que determinado resíduo seja de fato reciclado, mas que é possível contribuir com pequenas ações diárias para que o lixo tenha mais chances de reciclagem. “Podemos fazer a nossa parte. Para lixos eletrônicos, siga as dicas acima. Mas devemos prestar atenção em todos os tipos de lixo. Pode, por exemplo, limpar os materiais passíveis de reciclagem com medidas muito simples. Uma lata usada de sardinha, por exemplo, pode ser deixada no fundo da pia enquanto lavamos louça. O simples fato de deixar a água com sabão escorrer sobre a lata faz com que ela fique sem resíduos orgânicos e possa ser reciclada com mais facilidade”, conclui. 


Referências
1. Lixo eletrônico é um “tsunami crescente” que expõe 18 milhões de crianças. ONU News. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2021/06/1753752. Acesso em 18 de junho de 2021.
2. China e Estados Unidos lideram lista de países que mais geram lixo eletrônico. ONU News. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2020/07/1719142. Acesso em 18 de junho de 2021.


Sobre a Anhanguera
Fundada em 1994, a Anhanguera já transformou a vida de mais de um milhão de alunos, oferecendo educação de qualidade e conteúdo compatível com o mercado de trabalho em seus cursos de graduação, pós-graduação e extensão, presenciais ou a distância. Presente em todos os estados brasileiros, a Anhanguera presta inúmeros serviços gratuitos à população por meio das Clínicas-Escola na área de Saúde e Núcleos de Práticas Jurídicas, locais em que os acadêmicos desenvolvem os estudos práticos. Focada na excelência da integração entre ensino, pesquisa e extensão, a Anhanguera oferece formação de qualidade e tem em seu DNA a preocupação em compartilhar o conhecimento com a sociedade também por meio de projetos e ações sociais. Em 2014, a instituição passou a integrar a Kroton. Para mais informações, acesse: anhanguera.comblog.anhanguera.com.

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