14/03/2019 às 16h45min - Atualizada em 14/03/2019 às 16h45min

Polícia de Oriximiná prende quadrilha especializada em roubo de gado e venda de carne clandestina.

Por: Márcio Garcia
Foto: Policia Civil
ORIXIMINÁ - Operação deflagrada pela Polícia Civil de Oriximiná, no oeste do Pará, sob o comando do delegado William Fonseca, nesta quinta-feira (14), desarticulou uma associação criminosa que atuava no furto e abate clandestino de gado, e venda de carne bovina para açougues do município. Cinco pessoas foram presas, sendo quatro por crime de furto qualificado majorado e associação criminosa, e uma por receptação.

Segundo a polícia, a associação criminosa era comandada Jorge Ney da Silva Gato, conhecido pelo apelido “Bola”. Os outros integrantes seriam Jacinto Batista da Silva, funcionário da Fazenda Andrade, Josinaldo Mamede dos Santos, que segundo a polícia era responsável por transportar os animais mortos em seu veículo Pampa, Clodoaldo Viana da Mota, responsável por contatar os açougues que receberiam a carne furtada. Também foi presa a proprietária de um mercadinho, pela compra da carne. O delegado arbitrou fiança e ela responderá em liberdade por receptação.
As investigações que levaram à polícia a desarticular a associação criminosa começaram há cerca de 15 dias, quando um fazendeiro procurou a Polícia Civil de Oriximiná para registrar ocorrência de furto de gado em sua propriedade.

“Nós juntamos as provas que já tínhamos, elementos indiciais, fizemos diversas diligências e conseguimos identificar como era o modus operandi das pessoas que estavam envolvidas nessa associação criminosa que foi formada no intuito de furtar e abater o gado clandestinamente, e trazer já esquartejado. A gente identificou, prendeu e autuou essas pessoas pela associação criminosa. E mais uma que foi presa por receptação, porque sabia que aquele produto era resultado de furto e mesmo assim ela comprou a carne”, contou delegado Fonseca.

Modus operandi
Segundo o delegado Fonseca, o “Bola” nega que o gado tenha sido furtado. “O pai dele tem fazenda, então, ele usa o argumento de que o gado apreendido é o gado da fazenda do pai dele, mas a gente sabe que é gado furtado de outras fazendas aqui da região. Eles faziam um contato preliminar, abordavam um capataz de fazenda e faziam uma proposta, ofereciam X para o funcionário fazer vista grossa quando eles fossem lá buscar o gado”, detalhou.

Fonseca disse que durante a investigação ficou claro que, antes mesmo de abater o animal, os suspeitos já estabeleciam contato com donos de açougues no município de Oriximiná, para oferecer o produto. Depois que abatiam, eles já sabiam para onde levar a carne.

O delegado disse ainda que apesar da quadrilha ter sido desarticula, as investigações continuam, bem como o combate ao furto de gado em Oriximiná. “Fica aqui o meu recado: Fiquem espertos, porque a gente não vai permitir furto de gado aqui na cidade. A gente sabe que tem gente de bem trabalhando para ter o seu gado e não pode ficar à mercê de associações criminosas que vivem de furtar gado. A gente vai reforçar as nossas ações de enfrentamento ao furto e roubo de gado na nossa região”, pontuou.


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