17/10/2016 às 09h34min - Atualizada em 17/10/2016 às 09h34min

A cada ano o que era fonte de alimentação e orgulho dos obidenses vai acabando e ficando no esquecimento.

Lago Pauxis (laguinho) e Serra da Estrela (Serra da Escama) sofrem com a descontinuidade de cuidados e esquecimento por quase todos.

Por: Walmir Ferreira
Foto: Portal Obidense

ÓBIDOS – Aumento populacional, casas erguidas em suas proximidades sem saneamento e estrutura básica, com lixo e resíduos despejada diariamente em seu leito, sem projeto de revitalização sem preocupação, passando despercebido para quem já se acostumou com sua “sofrência” não reclamará quando realmente se tornar um córrego como aconteceu com vários lugares em Óbidos. Na terra do Já teve, que é conhecido como do contrário: Teve um lugar especial para se tomar banho como Engenho, já teve a Aveia, já teve o frio, já teve o laguinho e por milagre ainda tem o Curuçambá.

A Serra da Escama, sofre com desmatamento, tudo ao seu redor é particular, nascente estão sumindo e o progresso destruindo, como constante queimadas que abalam toda a natureza de um lugar que antes se tinha orgulho, hoje ninguém mais que lembrar.

Veja outras matérias sobre o tema:

- Obidense reviverão experiência de volta a Serra da Escama

- Uma vista a Serra da Escama

- De Volta a Serra (fotos)

- História da Fortaleza Gurjão

O período de estiagem revela imagens que durante a cheia não conseguimos observar. As águas do Rio Amazonas adentram com fervor o estreito canal do laguinho Pauxis alimentando a beirada da Serra da Escama, mudando o cenário seco, trazendo vida e matando a sede de várias espécies.

Na vazante o cenário é outro e bem diferente dos seis meses anteriores. O lago seca de tal forma que apenas um pequeno e estreito rego se forma no meio do terreno, rasgando a área e desaguando no aningal sob a ponte que liga a cidade ao Bairro Bela Vista.

Os animais pastam, as aves se alimentam do que acham pelo caminho, peixes não tem mais espaço. O laguinho Pauxis já não é mais o mesmo. A serra da escama observa a cada estação a mudança aos seus pés. Cheia e seca. Dois fenômenos que transformam completamente o lugar. Na cheia “fartura”. Na seca escassez.

Mas, todos concordam que na vazante do rio é mais fácil atravessar o laguinho para chegar aos pés da serra. A visitação é aberta a todos, de moto particular e para quem queira subir e chegar aos destroços dos canhões, aos corajosos, não é qualquer um que se aventura por aqui.

Mesmo os que residem às margens do laguinho não se aventuram na subida. Observar da janela, basta. Subir é um privilégio para poucos. Os que superam o medo e os que agregam adrenalina para desvendar novos caminhos.

Serra e laguinho. Cheia e vazante. Cenários em constante mudança traçados pela mudança das estações.

 


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