ÓBIDOS/PA – Nos últimos dias, a população de Óbidos e região tem testemunhado uma onda de manifestações de apoio ao Bispo Dom Bernardo Johannes Bahlmann, Diocese de Óbidos, após ter seu nome envolvido em uma grande polêmica. Tudo começou a partir da publicação pelo site Metrópoles, ao divulgar trechos de uma suposta carta aberta de vítimas de abusos sexuais na Igreja Católica, onde Dom Bernardo é citado. Desde então, entidades representativas e a própria população vêm se posicionando em defesa e solidariedade ao líder máximo da Igreja Católica local.
A Loja Maçônica de Óbidos divulgou nota pública de apoio e solidariedade ressaltando a importância da atuação pastoral do bispo e sua contribuição para a vida comunitária.
“Reconhecemos a trajetória pastoral, espiritual e humana de Dom Frei Bernardo Johannes Bahlmann, marcada pelo serviço à Igreja, pela dedicação aos fiéis e pelo compromisso com a missão evangelizadora na Mitra Diocesana De Óbidos. Tal histórico recomenda serenidade, prudência e responsabilidade na análise dos fatos que eventualmente estejam sendo apurados.
A maçonaria rejeita todos discursos de ódio, ataque pessoal, exposição indevida de imagem de Dom Frei Bernardo Johannes Bahlmann, repudiamos todo e qualquer ataque à essa grande liderança religiosa da Calha Norte. Sugere-se a todos respeitos, oração e confiança nas instituições responsáveis pela elucidação dos acontecimentos”, diz trecho da nota.
A Associação Comercial e Empresarial de Óbidos também se manifestou, destacando o papel do religioso como figura de união e equilíbrio social.
“A Associação Comercial e Empresarial de Óbidos - ACEO, entidade representativa do comércio, da indústria, dos serviços e do empreendedorismo obidense, manifesta publicamente sua solidariedade e apoio ao Bispo Diocesano de Óbidos, Dom Frei Bernardo Johannes Bahlmann, reconhecendo sua relevante contribuição espiritual, social e humana para o desenvolvimento de nossa região.
Neste momento, reafirmamos a importância do respeito às instituições, à honra das pessoas e aos princípios fundamentais do Estado Democrático de Direito. Entendemos que toda situação que demande esclarecimentos deve ser conduzida com responsabilidade, equilíbrio e observância dos direitos e garantias legais, preservando-se a verdade, a prudência e o respeito mútuo...
Manifestamos nossa confiança de que a serenidade, a justiça e a verdade prevalecerão, reafirmando nosso respeito e nossa consideração ao Bispo Diocesano de Óbidos, bem como à comunidade católica que acompanha seu trabalho evangelizador”, publicou a ACEO.
Já a Associação das Mulheres Trabalhadoras de Óbidos reforçou sua solidariedade, lembrando o compromisso do bispo com pautas sociais e comunitárias.
“Sabemos que a verdade e a integridade de sua caminhada falam mais alto do que qualquer adversidade temporária. Casos como este testam nossa resiliência, mas também reafirmam o valor de sua liderança e retidão. Unimo-nos em oração e pensamento ao senhor neste momento de profunda provação.
Estamos firmemente ao seu lado neste momento difícil, convictos de que a justiça prevalecerá de forma plena. Conte com nosso total apoio, respeito e consideração de sempre”, trecho da nota.
Nesta terça-feira, 02, a Câmara Municipal de Óbidos aprovou por unanimidade uma moção de apoio e solidariedade ao bispo católico. O documento reconhece sua relevância como líder espiritual e expressa confiança em sua atuação.
Além das entidades, moradores têm se manifestado em redes sociais e encontros comunitários, reforçando o sentimento de respeito e solidariedade. A mobilização demonstra a força da ligação entre a figura religiosa e a sociedade obidense, que busca preservar sua imagem diante das acusações.
Entenda o caso
De acordo com o site Metrópoles, durante a 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada em Aparecida (SP), uma [suposta] carta aberta de vítimas de abusos sexuais na Igreja Católica foi divulgada. O assunto ganhou repercussão após a divulgação na imprensa e trouxe críticas contundentes à postura de diversos bispos, entre eles Dom Bernardo Johannes Bahlmann, bispo da Diocese de Óbidos, oeste do Pará.
Segundo o texto, os religiosos citados não teriam oferecido a escuta e o acolhimento necessários às vítimas, respondendo com silêncio ou distanciamento institucional. A [suposta] carta afirma que essa postura aprofunda a dor e gera uma crise de credibilidade na Igreja. “Não há neutralidade possível quando a dor das vítimas é deslocada, relativizada ou tratada como secundária”, diz um dos trechos publicados pelo site.
Dom Bernardo, que está à frente da Diocese de Óbidos desde 2009, foi mencionado entre os bispos que tiveram contato com vítimas, mas cuja atuação foi considerada insuficiente, segundo a matéria.
Até a publicação desta, não haviam manifestações públicas do bispo e nem da Diocese de Óbidos.
O espaço segue aberto.