21/02/2019 às 12h26min - Atualizada em 21/02/2019 às 12h26min

Ufopa inaugura laboratório para melhoramento genético da agricultura local

Por: Walmir Ferreira
SANTARÉM - A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) inaugura nesta quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019, na Unidade Tapajós, Campus de Santarém, o Laboratório de Genética da Interação, destinado ao melhoramento genético da agricultura local. A inauguração ocorrerá, a partir das 17 horas, no miniauditório do Núcleo Tecnológico de Bioativos (NTB), situado na Rua Raimundo Fona, bairro do Salé, com a presença do reitor da Ufopa, Hugo Alex Diniz, e do prefeito de Santarém, Nélio Aguiar.

Vinculado ao Instituto de Biodiversidade e Florestas (Ibef), o Laboratório visa servir à comunidade acadêmica e aos agricultores da região, através do estudo genético de espécies de plantas, animais e micro-organismos de importância econômica para a Amazônia, como a mandioca (Manihot esculenta), por exemplo.

Patrocinado pela Cargill Agrícola S/A, o Laboratório de Genética da Interação é resultado do “Projeto de multiplicação de material de propagação de mandioca e macaxeira com qualidade genética e fitossanitária para a região Oeste do Pará”, coordenado pelo professor doutor Carlos Ivan Aguilar Vildoso, do Ibef. O Laboratório conta com a parceria da Prefeitura Municipal de Santarém, por meio do Grupo de Gestão Integrada para o Desenvolvimento Regional Sustentável (GGI); Embrapa; Emater; e Sindicato Rural de Santarém (Sirsan).

De acordo com o professor Carlos Vildoso, inicialmente o laboratório irá trabalhar com a caracterização molecular de variedades de mandioca e de macaxeira, visando à seleção de material de propagação e de micropropagação de mandioca resistente à patógenos e doenças como, por exemplo, a podridão radicular seca, que ocorre no município de Santarém.

“Realizaremos estudos básicos e aplicados com resposta para a sociedade, a exemplo da mandiocultura, que é de grande importância para os pequenos agricultores e indústria na região de Santarém e a nível nacional”, explica Carlos Vildoso. “Esta cultura está comprometida pelo avanço da podridão radicular seca que está inviabilizando a produção, especialmente em Santarém”, alerta o pesquisador que trabalha com comunidades rurais situadas na rodovia Curuá-Una.

Segundo o pesquisador, o trabalho integrado entre produtores, extensão e pesquisa vem resultando em um novo sistema de produção da mandioca por micropropagação de mudas resistentes a doenças. “Precisamos garantir, geneticamente, que o material que será entregue aos produtores para cultivo está livre de patógenos que causam doenças”.

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