13/02/2019 às 01h22min - Atualizada em 13/02/2019 às 01h22min

Delegado de Polícia de Oriximiná-PA, se sensibiliza com história de menina que vende tapioca e tucupi para ajudar a mãe.

Por: Márcio Garcia
Foto: Marcio Garcia
ORIXIMINÁ – Um caso de solidariedade no oeste do Pará, chamou a atenção da população do município de Oriximiná de apenas 80 mil habitantes e que tem em seu território riquezas minerais que não podemos calcular por se tratar de material extraído do solo, e enviado ao exterior, ação feito por uma grande mineração que a mais de 3 décadas explora o local.

O caso chamou a atenção do correspondente do Portal Obidense, Marcio Garcia, que foi surpreendido na porta de sua residência, por uma criança chamada Vitória de apenas 9 anos de idade, oferecendo Tapioca e Tucupi (produtos extraído da mandioca) e dizendo que estava com sede, lhe pediu água.

Após matar sua sede, a menina Vitória, foi embora e logo em seguida retornou e perguntou se ele não teria restos de material escolar do ano passado de suas filhas, Garcia conta emocionado, com um aperto imenso em seu coração e disse: “Porque você me perguntou isso?” Ela responde: “Tenho 4 irmãos, minha mãe comprou material para eles e não conseguiu comprar para mim, hoje começou o ano letivo de minha escola e eu não fui pra aula porque não tinha material”.

Garcia ficou parado compadecido por ouvir isso de uma menina de 9 anos de idade, buscando recurso para ajudar a família, abrindo mão de seu direito de brincar, mas sofrendo por não poder estudar, pois sua mãe não teria mais condições financeira para comprar o material que é imprescindível para a educação de uma criança daquela idade.

Na mesma hora, segundo relata Garcia, ligou para o delegado Fonseca da polícia Civil e contou a história para ele. Sem saber Marcio Garcia, fazia o então delegado lembrar de seu tempo de criança, de família humilde quando morava no estado da Bahia.

Sabendo o quanto é difícil, Fonseca que já viu muitas coisas acontecerem atuando como delegado, brutalidade, crimes... viu seu coração estremecer e prometeu que Vitória teria o material que tanto desejava para estudar.

Sem saber, Marcio Garcia, que é agente da comunicação em divulgar, casos bom e ruim, não pode deixar passar no anonimato esta ação tão digna de um ser humano.

Exibiu em um programa local, o gesto do delegado de polícia da cidade, realizando o desejo da menina Vitória, que conseguiu todo o material e a mochila que tanto queria.

Delegado Fonseca, foi surpreendido ao ver sua história na Bahia, sendo contada em um programa
local de TV, desta vez com outro personagem chamada Vitória. E disse “Fico feliz em saber que que a Vitória teve o “materialzinho dela” para poder assistir às aulas, agora normalmente como as outras crianças, já senti na pele o que é isso aí! Porque eu sou de família pobre, família humilde, minha mãe até hoje é assalariada e deu educação para mim, para o meu irmão, éramos criança pobre lá no interior da Bahia mas, graças a Deus... ele colocou no meu coração essa vontade de estudar de querer aprender, ter curiosidade para buscar sempre melhorar e melhorar, não só financeiramente mas melhorar como um homem, como pessoa, como cidadão. Então eu fico muito feliz em poder ajudar esse tipo de situação. Eu me coloco no lugar dessa criança, eu me vejo aí trabalho desde cedo, tinha 10 ou 11 anos e trabalhava para ajudar minha mãe dentro de casa desde os 13 estudava à noite, tive que pedir uma autorização especial para poder estudar a noite lá no meu Município, criança não pode estudar à noite só a partir dos 18 anos. E Deus tem me honrado, tem me dado as vitórias e alcançar os meus objetivos... sempre por meio do estudo, na batalha do trabalho duro sem querer desmerecer o trabalho de ninguém sem querer passar por cima de ninguém só muito amor no coração colocando Deus na frente trabalhando, estou feliz pela Vitória”.

Fonseca atribui ao repórter Marcio Garcia a felicidade que ele sentiu no coração em poder ter a oportunidade de ajudar, pois foi ele quem contou a história ao delegado.

“Sabe como é a rotina do dia a dia na delegacia, município com 80 mil habitantes, apenas um delegado a gente não pode deixar que casos como esse aí deixe de tocar o nosso coração, sobretudo quando a minha história de vida semelhante à dessa pequena beleza... fica com Deus. Deus te abençoe sempre meu irmão” Disse o delegado.

A mãe da criança e viúva, tem 5 filhos trabalha como feirante comprou o material dos 4 filhos e faltou o da vitória.

 

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