Do Cordão da Garcinha aos Bois-Bumbás: O Bloco Mirim como Guardião das Folias Obidenses
Em um desfile antológico, o Mirim Unidos do Umarizal resgatou manifestações dos anos 70 e rendeu homenagens aos precursores da cultura popular no Fobódromo
A memoria do Mirim Do Cordão da Garcinha aos Bois-Bumbás
ÓBIDOS – O Portal Obidense acompanhou de perto um verdadeiro espetáculo de salvaguarda do patrimônio imaterial de Óbidos. Nesta quinta-feira (12), o Bloco Mirim Unidos do Umarizal não apenas desfilou; ele narrou a história das "Folias Culturais" que moldaram o imaginário da cidade na década de 1970. O tema deste ano foi uma viagem afetiva ao tempo do Cordão da Garcinha e dos tradicionais bois-bumbás Pai do Campo e Pintadinho.
O Resgate das Lendas e Costumes
O enredo explorou a fundo as lendas, costumes e o cotidiano da região amazônica que encantavam a população há cinco décadas. No Fobódromo, a representação dessas folias foi dividida em alas que traduziam o teatro e a dança de outrora:
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O Cordão da Garcinha e da Arara: O bloco trouxe à vida o enredo folclórico através de fadas, índios e garcinhas. A "agonia" e o ressurgimento da ave, elemento central do Cordão da Arara, também foram encenados, misturando a exuberância da fauna com a criatividade obidense.
Mais do que alegorias, o Bloco Mirim utilizou sua visibilidade para imortalizar os fundadores dessas manifestações. Foram reverenciados nomes como:
Maria José Ferreira (Dona Zezé): Fundadora do Cordão da Garcinha.
Antonico Pé de Arpão: O mestre por trás do Boi Pai do Campo.
Nenê Três Almas: A força criativa do Boi Pintadinho.
Tradição que se renova
A Rainha do bloco, Maria Eduarda Assunção, personificou a Índia Branca — personagem crucial que, no enredo original, comunica a morte da Garça ao seu dono. Já a Porta-Estandarte, Nicole Santarém, vestiu o vermelho vibrante em homenagem ao Cordão da Arara.