O fim da AIDS? paciente alcança remissão sustentada do HIV após transplante

Paciente de Berlim Obtém Remissão Sustentada do HIV Seis Anos Após Interromper Tratamento

Por Por: Walmir Ferreira - DRT 1000/AM
148 3 Min

O fim da AIDS? paciente alcança remissão sustentada do HIV após transplante
O fim da AIDS? - Foto diviulgação
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A comunidade científica comemora a remissão sustentada do HIV em um homem de 60 anos em Berlim, que é o sétimo paciente do mundo a alcançar esse feito. O sucesso ocorreu após um transplante de células-tronco, realizado para tratar sua leucemia mieloide aguda, que eliminou o reservatório viral do HIV. Desde 2018, ele não apresenta sinais do vírus, reforçando a hipótese de que tais tratamentos podem levar à erradicação do HIV. Este caso se junta a outros precedentes históricos e destaca a importância de novas estratégias de combate ao vírus, embora o transplante seja um procedimento de alto risco e não viável para todos.

MUNDO - A comunidade científica global celebra um marco na busca pela cura da AIDS: um homem de 60 anos, residente em Berlim, é o sétimo paciente no mundo a alcançar a remissão sustentada do HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). O resultado, considerado um passo gigantesco em direção à erradicação do vírus, foi obtido após o indivíduo passar por um transplante alogênico de células-tronco como tratamento para uma leucemia mieloide aguda. A descoberta, detalhada em um artigo publicado pela prestigiada revista científica Nature, reacende as esperanças de uma estratégia de cura definitiva.

O Caso Inédito - O paciente, diagnosticado com HIV-1 subtipo B em dezembro de 2009, também recebeu o diagnóstico de leucemia mieloide aguda em 2015. O tratamento do câncer de sangue levou ao procedimento que, inadvertidamente, eliminou o reservatório viral do HIV em seu organismo: o transplante de células-tronco.

Após a realização do transplante em outubro de 2015, o indivíduo conseguiu descontinuar a terapia antirretroviral (ART) em 2018. Desde então, há seis anos, a remissão do vírus tem se mantido. Análises subsequentes não identificaram vírus com capacidade de replicação em seu sangue ou tecidos intestinais.

 

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O Fator Comum: Transplante de Células-Tronco

O sucesso deste novo caso reforça o padrão observado nos seis casos anteriores de remissão documentada: todos os pacientes que tiveram êxito no combate ao HIV também estavam sendo tratados para cânceres hematológicos (câncer de sangue).

Os pesquisadores sugerem que a chave para a remissão reside na abordagem intensa do tratamento da leucemia e nos mecanismos imunológicos poderosos desencadeados pelo transplante de células-tronco. O procedimento é capaz de "reformatar" o sistema imunológico do paciente, substituindo suas células imunes infectadas por células de um doador, eliminando, assim, o reservatório viral.

Precedentes Históricos

O grupo de pacientes curados inclui figuras notáveis na história da pesquisa do HIV, como Timothy Ray Brown, o primeiro a ser curado, inicialmente conhecido como o primeiro “paciente de Berlim”. Outros exemplos incluem Adam Castillejo, o “paciente de Londres”, e o mais recente antes deste, o “paciente de Genebra” (2023).

Embora o transplante de células-tronco seja um procedimento de alto risco e, portanto, não seja um tratamento viável para a maioria das 88 milhões de pessoas que já contraíram o vírus, cada caso de remissão oferece descobertas cruciais para o campo da pesquisa. Tais achados enfatizam a relevância de se buscar a redução eficiente do reservatório viral em futuras táticas de erradicação do HIV.


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