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“Nosso foco é fazer uma boa avaliação no campo da assistência farmacêutica, através da análise dessas diferenças. Nós temos aqui [em Óbidos] comunidades ribeirinhas e quilombolas, então é muito necessário que o Brasil entenda que existem essas diferenças, e que os custos [de medicamentos] são diferentes. Comprar uma dipirona em São Paulo, é um valor, e essa mesma dipirona que é uma tabela única no Brasil, para chegar aqui em Óbidos, por exemplo, esse custo é aumentado, mas só que no final das contas esse custo não é observado”, explicou Wilson Sabino, professor da Ufopa e responsável pela pesquisa em Óbidos.
“Óbidos foi um dos municípios contemplados pra se realizar essa pesquisa. Hoje nós estamos no último alinhamento para iniciar os trabalhos práticos dos pesquisadores em nosso município, que foi contemplado pela sua variedade étnico-racial e diferencial geográfico, inclusive, possuindo unidades de saúde em áreas de quilombo. A gente espera que a partir dessa pesquisa, o Brasil; o Ministério da Saúde, vejam o Norte com sua peculiaridade, onde o fator amazônico deve ser firmado e alicerçado em todas as políticas públicas, principalmente de saúde”, ressaltou Waldeni Amorim, secretária adjunta da Semsa.
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