22/07/2022 às 15h15min - Atualizada em 24/07/2022 às 00h00min

Jovens carentes jogam o Circuito Futebol Social no Pará de olho na vaga para a etapa nacional

A partir das 8h deste sábado (23), 22 equipes - 11 no masculino e 11 no feminino - estarão no USIPAZ, no bairro de Icuí Guajará, na cidade de Ananindeua, na Grande Belém. Programação começa nesta sexta-feira (22), com a cerimônia de abertura e atividades culturais e esportivas

SALA DA NOTÍCIA Gustavo Coelho
O fim de semana será de muito futebol e, também, de lazer e entretenimento em Ananindeua, na Grande Belém. A cidade recebe até este domingo (28) a segunda etapa do Circuito Futebol Social 2022, competição organizada pela ONG Futebol Social, que conecta jovens e comunidades carentes de todo o País. Serão 22 equipes – 11 no masculino e 11 no feminino -, reunindo jovens atletas de projetos sociais da região. E os times disputam os jogos, marcados para o USIPAZ, no bairro de Icuí Guajará, de olho na vaga para a etapa nacional, a Copa Futebol Social, que será realizada em janeiro do ano que vem, em Mongaguá, litoral de São Paulo, com a participação de representantes das oito etapas do Circuito.

A Copa Futebol Social definirá a seleção brasileira para o Campeonato Mundial de Futebol Social (Homeless World Cup), marcado também para 2023, em Nova York (EUA), com disputas no masculino e no feminino. O Brasil é tricampeão mundial no masculino (2010, 2013 e 2017) e campeão no feminino, em 2010.

Os jogos em Ananindeua serão disputados a partir das 8h, com a fase classificatória no sábado, ao longo de todo o dia, e a fase final no domingo, com encerramento às 12h, quando serão entregues as premiações aos participantes. A programação começa nesta sexta-feira (22), às 17h, com a Cerimônia de Abertura. Às 18h30, uma apresentação cultural: "As raízes da Amazônia', com o grupo de dança "Os Curupiras". Na sequência, às 19h, esporte adaptado, com um jogo da Seleção Paraense de Futebol de Cegos. E uma oficina do Projeto Rexona Quebrando Barreiras também será atração nesse primeiro dia da etapa no Pará.

Estarão jogando, no masculino e no feminino, Tigres Team, do bairro Júlia Seffer; Fábrica de Craques e Usipaz, do bairro Icuí; Tia Anízia, do bairro Bengui; Toque de Classe, da cidade de Tomé Açú; Inefável e Timbirinhas, do bairro Jurunas; Rosa dos Ventos, da cidade de Abaetetuba; Projeto Murinim, da cidade de Benevides; Projeto SK, do bairro Curió Utinga; e Projeto Jogo do Amanhã, do bairro Guajará.

"O Futebol Social entra mais uma vez em campo, agora em Ananindeua, conectando esses jovens, levando lazer e entretenimento para os atletas e para as comunidades", afirma Guilherme Araujo, fundador da ONG Futebol Social.

Um pouco das regras - No futebol social, as medidas do campo são reduzidas: apenas 22 metros de comprimento e 16 de largura. O tamanho do gol é de 4 metros de largura por 1m30 de altura, com profundidade de aproximadamente 1 metro. E a área de gol: meio círculo com 4 metros de raio. São dois tempos de sete minutos, com intervalo de um minuto. Em cada equipe, três jogadores na linha e um no gol. Os goleiros não podem sair da área, marcar gols, ou fazer cera. Os jogadores de linha também estão proibidos de invadir a área dos goleiros, sob a pena de um pênalti para o time adversário.

O Fair Play (jogo limpo) é incentivado nos torneios. Para os jogadores que não atuarem nesse espírito do Fair Play, há penalidades: cartão azul (dois minutos fora do jogo) ou vermelho (expulsão do jogo) e, em último caso, exclusão do torneio.  A equipe vencedora recebe 3 pontos. A equipe perdedora zero. Se um jogo terminar em empate, ele é decidido por  uma disputa de pênaltis intercalada (morte súbita), onde a equipe vencedora recebe 2 pontos e, a equipe perdedora, 1 ponto.

Oito etapas em cinco estados - A Rede Futebol Social conta com dez núcleos principais: São Paulo (São Paulo, Mongaguá, Sorocaba e Parelheiros), Pará (Ananindeua), Ceará (Barbalha), Maranhão (São Luís), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro e São Gonçalo) e Distrito Federal (Brasília). As competições são realizadas dentro das comunidades, tendo como objetivo engajar moradores e familiares, oferecendo às pessoas em vulnerabilidade social um projeto de futuro.

O Circuito Futebol Social 2022 será disputado ao longo do ano em oito etapas em cinco estados e no Distrito Federal a partir dos 10 núcleos, envolvendo mais de 100 entidades e impactando diretamente cerca de 1.200 jovens e, indiretamente, ao menos 10 mil jovens. 

"Futebol Social: ganhar é virar o jogo!" - Participam da Ong Futebol Social jovens de 16 a 20 anos, que vivem em situação precária de moradia (ou sem moradia), sob risco social e sem condições plenas de desenvolvimento, ligados a projetos sociais e/ou movimentos comunitários que fazem parte de Rede Futebol Social. Hoje são mais de 100 projetos parceiros. "Futebol Social: ganhar é virar o jogo!" é o lema da Ong.

O Circuito Futebol Social 2022 é uma realização da ONG Futebol Social, com patrocínio da Sul América e CSN. A Copa Futebol Social tem patrocínio do Nubank.

Calendário 2022

Circuito Futebol Social
Sorocaba/SP - Interior SP - 24, 25 e 26 de junho
Parelheiros - Índios Guarani - 9 de julho (etapa extra)
Ananindeua/PA - Grande Belém - 22, 23 e 24 de julho
Barbalha/CE - Cariri Cearense - 12, 13 e 14 de agosto
São Luís/MA - Grande São Luís - 9, 10 e 11 de setembro
Brasília/DF - Capital da República - 21, 22 e 23 de outubro
São Gonçalo/RJ - Grande Rio - 4, 5 e 6 de novembro
São Paulo/SP - Grande SP - 9, 10 e 11 de dezembro
Mongaguá/SP - Baixada Santista - 13, 14 e 15 de janeiro de 2023

Copa Futebol Social
Mongaguá/SP - Baixada Santista - 20, 21 e 22 de janeiro de 2023

Sobre a Ong Futebol Social - Com patrocínio de Sul América, Nubank, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e Projeto Rexona Quebrando Barreiras, o Futebol Social promove um movimento pioneiro que conecta jovens e comunidades carentes de todo o País, tendo como objetivo principal integrar, motivar e fortalecer seus participantes. Fazem parte da rede diversos projetos sociais e movimentos comunitários atuantes em periferias, favelas, entre outros grupos e regiões socialmente excluídos. Desde 2004, o projeto já atendeu a mais de 20 mil jovens e participou de mais de 20 eventos internacionais, incluindo a Copa do Mundo de Futebol Social (Homeless World Cup).
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