02/07/2021 às 15h47min - Atualizada em 02/07/2021 às 15h47min

Banco da Amazônia contempla sete famílias indígenas da etnia Tembé | Portal Obidense

As operações somam R$31.399,95, com as finalidades de investir em atividades agropecuárias e não agropecuárias para famílias enquadradas no PRONAF B.

Por: Walmir Ferreira
Informações - Bco. AM
Cacique da Aldeia Iarapé Iwazu, Antônio Tembé
PARÁ - O Banco da Amazônia contratou no mês de junho mais sete operações através do Programa Amazônia Florescer Rural para produtores indígenas da etnia Tembé enquadrados na linha B do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF). As contratações aconteceram na agência de Capanema/PA, com as finalidades de investir em atividades de avicultura, suinocultura, plantação de mandioca e olericultura.
 
Com as contratações, já somam 53 indígenas atendidos pelo microcrédito rural com total aplicado de R$-246.879,78 para tais comunidades.
 
O Cacique da Aldeia Iarapé Iwazu, Antônio Tembé, explica que o crédito tem ajudado na ampliação do empreendimento trazendo qualidade de vida para aldeia. “O crédito tem ajudado bastante a ampliar a produção de avicultura. Nossos empreendimentos beneficiam toda a comunidade. Temos trabalhos individuais e de mutirões onde toda nossa aldeia ajuda. Vendemos farinha, frango, verduras e outros legumes. Com o retorno do recurso já conseguimos melhorar nossas casas, transporte, educação e saúde.”
 
A Aldeia Iarapé Iwazu fica localizada no município de Santa Luzia do Pará próximo ao Rio Guamá no nordeste do Estado, na microrregião do Rio Caeté.
 
Rogério Barbosa, também é da etnia Tembé, mas reside na Aldeia Tawari localizada no município de Santo Antônio do Tauá/PA. Ele afirma que além da lavoura, financiada pelo Banco da Amazônia, a aldeia também produz de açaí a gado. “A última contratação que fizemos, foi pra custear o transporte pro arado e custear a mão de obra e manter a roça. Além do cultivo de mandioca, aqui na aldeia a gente produz desde açaí até gado. Com o dinheiro que entra, a gente investe em sistema de irrigação pro plantio de açaí.”
 
A produção de mandioca das comunidades abastece toda a região, de acordo com o produtor Rogério, em tempos de safra da mandioca, diariamente da aldeia partem cerca de quatro a cinco caminhões de mandioca pra produção de farinha da região do Rio Caeté que também agrega o município de Bragança/PA, município reconhecido pela qualidade da farinha produzida.
 
 

Abrangência da agência Capanema
 
A agência de Capanema/PA fica localizada na microrregião do Rio Caeté e além de Capanema/PA, atende mais 15 municípios.
 
De acordo com o site da Imprensa oficial do Estado do Pará (IOEPA), a microrregião do Rio Caeté é localizada na região Nordeste do Pará e é entrecortada pelas rodovias BR-316 e BR-308. Abrange uma área de quase 17 mil quilômetros quadrados, o que representa 1,5% da área total do Pará.
 
A população da região de integração, em 2014, foi estimada em 494 mil habitantes, correspondendo a 6% do total do Estado. Bragança é o município com o maior contingente de pessoas, com 120 mil (24%), seguido por Capanema com 66 mil (13%) e Viseu 59 mil (12%), juntos concentram 49% da população da região (245 mil habitantes). A taxa de crescimento populacional entre 2010 e 2014, foi de 5,35%, abaixo da média estadual (6,91%).
 
 
Programa Amazônia Florescer Rural
 
As contratações foram realizadas pelo Programa Amazônia Florescer Rural, que atende famílias de agricultores enquadrados na linha B do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) utilizando a metodologia Programa de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO).
 
Na operacionalização do Amazônia Florescer, o Banco da Amazônia conta com a parceria da Associação de Apoio à Economia Popular da Amazônia, que dispõe de assessores de microcrédito rural, prestando orientação técnica e administrativa para tais comunidades.
 
 
Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF)
 
O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) foi criado em 1995 pelo governo federal para atender o pequeno produtor cuja mão de obra é a agricultura familiar, incluindo os pequenos produtores na cadeia do agronegócio. A finalidade é investir em atividades agropecuárias e não agropecuárias para tais comunidades em que a renda bruta anual não seja superior a R$ 23.000,00.
 
Os limites do crédito são de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais), podendo ser elevado para até R$ 5.000,00 (cinco mil) quando a metodologia do Programa de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO) for aplicada.
 
Que foi o caso das aldeias da etnia Tembé, como conta Rogério, “Começamos com um pré-projeto de 2,500, e desse valor já foi aumentando pra gente investir na modernização da nossa lavoura”.
 
Só em 2020, o Basa contratou 4514 operações PRONAF aplicando cerca de R $126.513.321,32 para pequenos produtores.
 
O superintendente regional do Banco da Amazônia, Edmar Bernaldino, ressalta a importância social do Basa em atender tais comunidades. “A liberação deste recurso para atender diretamente as famílias indígenas demonstra a importância do Banco da Amazônia e do programa Amazônia Florescer para o desenvolvimento da região. Hoje o banco consegue chegar a todos os municípios com crédito, nos lugares mais distantes possíveis, inclusive contribuindo de forma relevante para a inclusão social e oportunizando através deste crédito concedido, mais alternativas de renda para as comunidades indígenas que sem o apoio do Banco da Amazônia dificilmente teriam acesso a este tipo de crédito”.
 
 
Para saber mais sobre o PRONAF e o Programa Amazônia Florescer, acesse: https://www.bancoamazonia.com.br/index.php/produtos-servicos/empresa/agricultura-familiar/pronaf-a-proj-estruturacao
 
 
 
 

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