27/03/2019 às 12h21min - Atualizada em 27/03/2019 às 12h21min

Uma agenda para conhecer a produção literária do Tapajós

Informações: Jilie Rocha
Por Jorge Panzera
Foto - IOE
SANTARÉM - Nos dias 21 e 22 de março, estive em Santarém, acompanhado da coordenadora do Livro Solidário, Ellana Silva, em uma agenda da presença do Governo do Estado naquela região que, considerei super interessante por reunir quase todos os integrantes do Governo do Estado. Foi uma dinâmica diferente para o Oeste do Pará, pois aproximou o executivo e o legislativo de parte da população que vive em uma região distante da capital.

Além da participação na agenda principal do Governo do Estado, com o lançamento do Governo Itinerante na região e da audiência pública sobre o Plano PluriAnual (PPA), a Imprensa Oficial do Estado (IOE) teve uma agenda própria com reuniões voltadas para o segmento da sociedade civil organizada, sobretudo da área cultural, para apresentar dois projetos importantes: o Livro Solidário e a Editora Pública.

Uma das visitas abriu uma boa caminhada para uma parceria entre a IOE e a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), com a proposta de realizar um trote solidário na recepção dos calouros. A ideia é arrecadar livros para o projeto Livro Solidário, formando assim um acervo de obras que vão subsidiar algumas bibliotecas da região.

Outra proposta que surgiu diz respeito à publicação das teses acadêmicas da Ufopa pela editora publica da IOE. Além disso, destaco a experiência do UniLercitário, um espaço de leitura que também pode ser otimizado com o Livro Solidário. Consiste em uma pequena biblioteca instalada no campus da universidade, em que as pessoas podem ler as obras, levar pra casa alguns exemplares e também fazer doações. 

O segundo momento, já na Casa da Memória, foi uma conversa produtiva com representantes do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós (IGHTap), da Academia de Letras e Artes de Santarém (ALAS), da Associação de Teatro Amador de Santarém (ATAS), do Instituto Cultural Boanerges Sena (ICBS) e do Instituto Sebastião Tapajós.

Apresentamos os projetos da IOE e ouvimos sugestões desses segmentos organizados que já trabalham com livro, tanto na produção da escrita quanto na publicação de obras e, que oferecem espaços de bibliotecas, como o IGHTap e o ICBS.

Durante o encontro, fincamos a proposta de fazer o lançamento da Editora Pública no Salão do Livro do Tapajós, já com uma política pública de publicações e de edições do estado e, quem sabe, com as publicações de autores das regiões, já que a nossa proposta da editora é aproveitar as produções literárias espalhadas por todas as 12 regiões de integração do estado.

A visita à biblioteca do Instituto Cultural Boanerges Sena (ICBS) foi outra experiência importante de Santarém, que já soma 40 anos de atividades, tendo à frente Cristovam Sena, uma pessoa que pela sua dedicação, pelo seu esforço próprio e seu compromisso com o livro, construiu uma biblioteca aberta à comunidade, que é de grande interesse público.

Tanto a visita à biblioteca quanto o contato com todos os que de alguma forma participam da produção literária da região foi uma experiência extremamente salutar. Faz com que a gente reflita cada vez mais no novo formato do Livro Solidário, que não seja o de somente arrecadar livros e doar para as bibliotecas comunitárias, mas que fomente, por meio de algumas ações, a cultura da leitura e a cultura do livro.

E fazer isso, aproveitando experiências que já existem e que a sociedade já desenvolve, tanto de Belém como de Santarém, assim como todas as outras espalhadas por todo o estado. A gente tem que aproveitar para fazer do Livro Solidário um projeto que ajude o que já está em curso e reforce o que está em funcionamento.

 

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