25/03/2018 às 19h41min - Atualizada em 25/03/2018 às 19h41min

Escultura de mosquito causa reflexão sobre educação ambiental no Utinga

Por: Syanne Neno
Foto: Agência Pará

PARÁ - “Olha, mãe, o mosquito que dá doença. Água parada dá dengue, né?”. Foram essas as palavras da pequena Valentina Marie, de apenas 2 anos e oito meses, ao avistar a escultura em forma de um mosquito, instalada no lago do Parque Estadual do Utinga (Peut). Com a simplicidade genuína das crianças, ela traduziu a proposta de arte educativa da peça que vem virando atração no novo ponto turístico do Estado. Na manhã da última quinta-feira (22), a escultura em fibra de vidro mais uma vez chamou atenção, dessa vez de estudantes das redes municipal e estadual, que participaram da primeira visita técnica ao parque.

A visita ao Parque do Utinga fez parte das atividades da V Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, que este ano trabalha o tema “Vamos cuidar do Brasil cuidando das águas” e vem mobilizando educadores em projetos de educação ambiental. Durante a excursão, os estudantes ouviram sobre a importância do espaço como uma unidade de conservação estadual, criada para preservar ecossistemas e mananciais, como os lagos Bolonha e Água Preta, que abastecem cerca de 70% da população de Belém.

No foco das atenções da aula de ciências ao ar livre estava ela: a escultura em forma de mosquito. “Vejo essa escultura como uma maneira de as pessoas despertarem para o perigo da dengue e de outras doenças”, disse o estudante Ruan Victor, 14 anos, aluno da Escola Municipal Parque Amazonas, na Terra Firme. “O carapanã transmite muitas doenças, e o perigo da dengue é iminente, assim como outras doenças transmitidas por ele. Essa escultura nos ajuda a lembrar que o perigo está por toda a parte”, completou Maria Eduarda da Silva, 14 anos, aluna da Escola Estadual José Bonifácio, no bairro do Guamá.

Provocação – Atento à fala da aluna, o professor de ciências Márcio Pontes terminou a excursão com a certeza da conscientização despertada nos adolescentes. “A escultura nos faz lembrar o tempo todo a questão da dengue, e tudo o que esse mosquito transmite. Temos que estar sempre atentos, não podemos relaxar. Acredito que a ideia dessa peça tenha sido essa desde o início: logo de cara, o Parque do Utinga nos faz lembrar a grandeza do perigo ao qual estamos expostos, e a importância da consciência da prevenção”, destacou o educador.

 

As visitas técnicas de escolas ao Parque Estadual do Utinga podem ser agendadas previamente no site www.ideflorbio.pa.gov.br. Antes de entrar no parque, os alunos e professores são orientados no auditório sobre as ideias gerais do local, e depois são acompanhados por um guia durante a excursão.

O gerente do parque, o médico veterinário Julio Meyer, é um entusiasta da proposta de reflexão trazida pela escultura. “Essa peça é uma provocação, como toda arte. Ela veio para instigar, e a sociedade precisa ser instigada, no sentido de fazer uma relação óbvia, mas que acaba sendo invisível entre a saúde pública e o meio ambiente. A escultura veio para dar visibilidade ao invisível, que são os insetos transmissores das doenças”, conta o gerente.

Diálogo – O escultor responsável pela confecção da peça em fibra de vidro é Raimundo Calandrino, 44 anos. Mestre educador de desenho e escultura da Fundação Curro Velho, ele ganhou prêmios em exposições como “Expressões Artísticas”, da Fundação Cultural do Pará (FCP), em 2015. Autodidata, morador da Vila da Barca, o artista iniciou o contato com a arte na própria Fundação Curro Velho, da qual foi aluno, e em 1993 começou a dar aulas. Hoje Raimundo ministra três oficinas por mês.

Funcionamento -  Desde ontem, 24, o horário de abertura do Parque Estadual do Utinga foi alterado para as seis horas da manhã. O horário de encerramento das visitações permanece inalterado, às 17h.

O Parque Estadual do Utinga fica aberto ao público de segunda a segunda, agora com o novo horário. A entrada no Parque é gratuita e os visitantes encontram diversas atividades de lazer e ecoturismo, além de um ambiente propício para a prática de diversas modalidades esportivas, como a caminhada e o ciclismo.


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