04/11/2017 às 17h48min - Atualizada em 04/11/2017 às 17h48min

Definidas as etapas do içamento do rebocador e resgate das vítimas no rio Amazonas

Plano de atuação será desenvolvido em três etapas. O início das ações depende da chegada do equipamento da Holanda. Nove pessoas ainda estão desaparecidas.

Fonte: G1 - Santarém
Foto- Equipamentos da Smit utilizado em grandes operações (Foto: Divulgação/Smit)

SANTARÉM - Uma equipe do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil Estadual se reuniu na manhã de quarta-feira (1º) na Capitania Fluvial de Santarém, oeste do Pará, com representantes de outros órgãos públicos e das empresas Bertolini Transportes e Smit Salvage BV, da Holanda, para informar as três etapas e ações do plano de atuação integrada, destinado a retirar o rebocador do fundo do rio Amazonas. As nove pessoas ainda estão desaparecidas.

Segundo as autoridades, o início das ações depende da chegada da estrutura da empresa Smit, composta pelo guindaste flutuante e outros equipamentos ao local da operação, que deverá ser realizada em 12 dias. Segundo o tenente-coronel Luís Cláudio Rêgo, comandante do 4º Grupamento de Bombeiros Militar (4º GBM), serão dois momentos essenciais, sendo a chegada dos equipamentos da empresa de resgate a Óbidos e o içamento do rebocador.

O plano integrado reúne a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), Marinha do Brasil, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPC), Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp), Smit Salvage BV, Empresa de Transportes Bertolini Ltda e Mercosul Line.

Etapas do plano

1. A primeira inclui a chegada do guindaste flutuante e a realização da inspeção por sonar estacionário de alta definição, para saber o posicionamento do empurrador no rio Amazonas, e, posteriormente, a instalação do sistema de fundeio (quadro de boias);

2. Na segunda etapa serão resgatados os corpos dos desaparecidos, com a participação do Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves, auxiliado pelo Corpo de Bombeiros. Só após o içamento, as equipes desses órgãos terão acesso ao rebocador. Nesta etapa, a operação de salvatagem e resgate será realizado pela empresa, com lançamento da rede e içamento, utilizando garra hidráulica;

Quando o empurrador vier à tona e for devidamente posicionado iniciarão as atividades com os procedimentos investigatórios, periciais e inspeções navais. Entre as atividades prioritárias da equipe do CPC está a remoção dos corpos das vítimas que ficaram presas no empurrador com o auxílio do Corpo de Bombeiros. As duas equipes serão as primeiras a entrar no empurrador, para preservar o local e não comprometer as investigações e a perícia;

3. A terceira etapa é destinada ao transporte das vítimas em uma embarcação específica. Atendendo ao pedido das famílias, o CPC vai acelerar a retirada e identificação prévia, para evitar a exposição das vítimas. Após esses procedimentos, os corpos serão transportados para a sede do Centro de Perícias em Santarém, onde há estrutura adequada para completar os trabalhos, com a realização de autópsia, identificação e liberação.

O acidente

O rebocador com nove balsas carregadas com grãos bateu com o navio cargueiro na madrugada de uma quarta-feira, dia 2 de agosto, por volta de 4h30. De acordo com a Capitania Fluvial de Santarém, no rebocador estavam 11 pessoas, sendo 9 tripulantes e dois passageiros. Duas pessoas conseguiram se salvar. Elas foram resgatadas e levadas de lancha para Santarém.


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