27/08/2017 às 19h54min - Atualizada em 27/08/2017 às 19h54min

Dia nacional do Combate ao escalpelamento. Meninas e mulheres, todas de origem ribeirinha, são as principais vítimas.

Por: Rafaela Aquino
Foto: Agencia Pará

ÓBIDOS - Segundo dados da Organização dos Ribeirinhos Vítimas de Acidente de Motor (Orvam), existem 440 casos de vítimas de escalpelamento catalogados no Pará, mas a estimativa é de que o número real seja muito superior e cerca de 80% dos casos vitimam mulheres e 65% são crianças e adolescentes.

Neste dia 28 de agosto é o dia nacional de combate ao escalpelamento. O escalpelamento é o arrancamento brusco e acidental do escalpo humano (pele do crânio), o acidente ocorre quando as vítimas, ao se aproximarem do motor de embarcações por acaso, têm seus cabelos puxados e arrancados, totalmente ou em parte, pelo eixo do motor.

Na Capital paraense, aconteceu do dia 21 a 27 a semana de campanha contra acidente de escalpelamento em ações também em algmas cidades do oeste paraense onde esse tipo de acidente é mais frequente.

Ao longo do ano são realizadas seis campanhas pontuais contra o escalpelamento e os resultados têm sido positivos. As estatísticas apontam para uma redução expressiva desse tipo de acidente, que este ano ainda não gerou nenhum registro.

Em alguns casos, podem ser arrancadas inclusive sobrancelhas, parte do rosto e orelhas, causando deformações graves e até a morte.

As vítimas ficam estigmatizadas, o escalpelamento deteriora a imagem das mulheres as principais vítimas e causa danos físicos, já que em alguns casos, na tentativa de se desvencilhar das engrenagens, elas acabam perdendo outras partes do corpo, como braços e pernas.

Acidentes de escalpelamentos são comuns nos rios paraenses, onde a maior parte dessas vítimas é de ribeirinhos, que têm no barco seu principal meio de transporte e na maioria das vezes esses escalpelamentos ocorrem em barcos pequenos, nos quais normalmente o motor fica desprotegido, consequência direta da falta de segurança nas embarcações de menor porte pois esses eixos descobertos oferecem risco a quem está próximo, principalmente mulheres e crianças.

Quando o motor é ligado, o eixo gira em alta velocidade. Como é comum durante as viagens pelos rios que esses barcos fiquem alagados, alguns passageiros acabam tendo que ajudar a tirar o excesso de água. É nesse momento, ao se aproximarem do equipamento, que muitas meninas têm os cabelos sugados e o couro cabeludo arrancado.

Recomendações

Para evitar o escalpelamento, é necessário ter cuidado, principalmente com crianças, e manter o cabelo totalmente preso e coberto com bonés ou outro acessório; a atenção com o uso de colares e cordões e a manutenção de uma distância segura do eixo da embarcação.

A Marinha do Brasil oferece e instala gratuitamente a proteção do motor, sem multas ou punições aos proprietários ou condutores de barcos.

 


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