EUA ligam redução do tarifaço a concessões do Brasil

Proposta foi considerada "indigna" e "inaceitável" por integrantes do governo brasileiro

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Presidente Trump e Lula, em encontro na Casa Branca Fotos: Ricardo Stuckert / PR

ESTADOS UNIDOS - Os Estados Unidos informaram ao governo brasileiro que poderão reduzir o tarifaço sobre produtos do Brasil caso o país aceite atender a uma série de exigências. A proposta inclui zerar tarifas para empresas americanas dos setores industrial, químico, aeroespacial e automotivo. A nova taxa entra em vigor em 22 de julho.

Além dessas condições, os americanos defenderam o fim da tarifa sobre o etanol, a não regulamentação das plataformas digitais e a inclusão do Pix nas negociações comerciais entre os dois países.

No Palácio do Planalto, integrantes do governo classificaram a proposta como “indigna” e “inaceitável”.

Segundo esses auxiliares, aceitar as exigências dos Estados Unidos causaria um impacto maior para a economia brasileira do que o provocado pelo próprio tarifaço. Pelos cálculos iniciais do governo, as novas tarifas devem atingir cerca de 18% das exportações brasileiras para o mercado americano.

A medida também provocou disputa política no Brasil. A oposição atribui o aumento das tarifas a falhas na condução das negociações pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já integrantes do Planalto afirmam que a decisão dos Estados Unidos tem motivação política e ideológica.

Desde o anúncio do primeiro pacote de tarifas, a diplomacia brasileira realizou mais de 30 contatos com autoridades americanas, entre reuniões presenciais, videoconferências e conversas por telefone. Mesmo com a avaliação de que haverá pouca margem para avanços nas negociações, o governo pretende manter o diálogo para tentar reduzir os impactos sobre os setores brasileiros afetados. As informações são do g1.

 

FONTE: Pleno News