EUA indicam que Pix não está no foco de sanções contra facções

Porta-voz americana afastou especulações sobre qualquer possibilidade de ação militar

Por
19 2 Min

Amanda Roberson, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA Foto: Reprodução/CNN Brasil

ESTADOS UNIDOS - A porta-voz em língua portuguesa do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, indicou que o sistema de pagamentos Pix não deve estar entre os alvos iniciais das medidas decorrentes da classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras pelo governo do presidente Donald Trump.

Amanda explicou que a implementação das sanções será direcionada principalmente a pessoas e entidades que prestem apoio material às facções criminosas, destacando que a responsabilização depende da comprovação de intenção na colaboração com os grupos. As declarações foram feitas em entrevista ao site Poder360.

– As designações agora vão entrar na fase de implementação. Impossível imaginar ou saber o que poderia acontecer com casos individuais, mas sabemos que o setor financeiro brasileiro é, de modo geral, bem sofisticado e compreende suas responsabilidades para cumprir com a legislação americana – declarou.

Segundo Amanda, as sanções incluem bloqueio de bens localizados nos Estados Unidos, restrições de visto para integrantes dos grupos e punições para quem fornecer recursos ou suporte material às organizações classificadas como terroristas. A representante do governo americano também afastou especulações sobre qualquer possibilidade de ação militar relacionada à classificação do PCC e do CV.

– A lei americana das designações é muito clara: não contempla nenhum tipo de ação militar. É o Departamento de Guerra que tem responsabilidade para ações militares no mundo. Essas designações têm como os seus princípios as suas consequências, restrições de vistos e também restrições financeiras para bloquear as atividades e o apoio aos grupos criminosos – afirmou.

Amanda destacou ainda que as autoridades norte-americanas já identificaram atividades atribuídas às duas facções em diversos estados dos EUA. Segundo a porta-voz, há registros da atuação de integrantes ou associados dos grupos em aproximadamente um quarto dos estados americanos.

Questionada sobre as críticas feitas pelo presidente Lula (PT) à decisão americana, Amanda respondeu que cada líder tem direito à sua própria avaliação sobre o tema, mas ressaltou que a prioridade da gestão Trump é a proteção da segurança nacional dos Estados Unidos.

 

FONTE: Pleno News