Painel do BiS SiGMA South America 2026 destaca desafios e soluções para o mercado regulado de apostas
Logo na abertura, Ana Bárbara Teixeira, Diretora de Relações Governamentais da ABRAJOGO e fundadora da AMIG, conduziu o debate
Painel destaca desafios e soluções para o mercado regulado de apostas
BRASIL - O evento de apostas BiS SiGMA South America 2026 reuniu especialistas do setor para discutir o avanço das apostas no Brasil. O painel “Olhar Global, mas a Solução é Brasileira” aconteceu no dia 07 de abril, no palco Itaim, durante o primeiro dia de atividades.
Logo na abertura, Ana Bárbara Teixeira, Diretora de Relações Governamentais da ABRAJOGO e fundadora da AMIG, conduziu o debate. Ao lado dela, participaram S.E. Lucimara Batista dos Reis, Cônsul e Diretora de Compliance e Prevenção à Lavagem de Dinheiro (AML) no Consulado Honorário do Brasil em Malta, Angela Vidal Gandra Martins, Secretária Municipal de Relações Internacionais de São Paulo City Hall, Lorena Rojas, Presidente da APOJA, e Robert Zammit, sócio do WH Partners.
O debate abordou o crescimento do mercado regulado de apostas, além dos desafios ligados à fiscalização das apostas no Brasil. Além disso, os participantes analisaram experiências internacionais e compararam modelos regulatórios.
Como o Brasil pode equilibrar crescimento e controle no mercado de apostas?Durante o painel, Teixeira destacou que o Brasil vive um momento de transição. Segundo ela, o país já consolidou um ano de operação no ambiente regulado. No entanto, ainda enfrenta desafios estruturais.
Em seguida, Reis afirmou que o setor de apostas sempre existiu no país. Contudo, agora ocorre uma migração para um ambiente regulado. “O jogo sempre existiu no Brasil e hoje ele está movendo para esse lado regulamentado que, se bem estruturado, traz oportunidades”, explicou.
Além disso, ela reforçou que o foco deve ser o equilíbrio. Para ela, o jogo responsável precisa ter caráter educativo, não punitivo. Portanto, o Brasil deve evitar medidas extremas.
Por outro lado, Zammit analisou o cenário global. Ele destacou que mercados europeus evoluíram ao longo de décadas. “We want to create a framework where players can play safely”, afirmou. Segundo ele, o Brasil avançou rápido, mas precisa garantir estabilidade regulatória.
Fiscalização, tecnologia e combate ao mercado ilegalOutro ponto central do painel foi a fiscalização das apostas no Brasil. Nesse sentido, os participantes destacaram o uso de tecnologia como diferencial competitivo.
Reis ressaltou que o país possui vantagens únicas. O uso de CPF e sistemas como o Pix facilita o rastreamento financeiro. Assim, o controle de operações se torna mais eficiente.
Além disso, Teixeira explicou que o modelo brasileiro já apresentou resultados relevantes. Segundo ela, milhares de sites ilegais foram derrubados após a regulamentação. Isso reforça a importância do evento de apostas como espaço de discussão estratégica.
Enquanto isso, Zammit alertou sobre o risco de excesso regulatório. Para ele, exigências muito rígidas podem afastar operadores. Consequentemente, isso pode fortalecer o mercado ilegal.
Experiência internacional e adaptação localAo longo do debate, os especialistas concordaram que o Brasil deve aprender com outros mercados. No entanto, precisa adaptar soluções à realidade local.
Reis destacou que países como Malta e Reino Unido já passaram por erros e ajustes. Portanto, o Brasil pode acelerar seu desenvolvimento. “O Brasil tem escala e pode usar a experiência internacional como base”, afirmou.
Além disso, ela defendeu o princípio da proporcionalidade. Ou seja, as regras devem equilibrar controle e viabilidade econômica.
Por fim, Zammit reforçou a importância da colaboração entre reguladores e indústria. Segundo ele, o diálogo constante fortalece o setor. “It is important to have collaboration between industry and regulator”, declarou.
O painel encerrou com consenso entre os participantes. O Brasil possui potencial para liderar o mercado regulado de apostas, desde que mantenha equilíbrio, inovação e foco em boas práticas.