21/03/2017 às 13h14min - Atualizada em 21/03/2017 às 13h14min

Poucos observam a forma de adaptação de acordo com as mudanças em nossa região na luta pela sobrevivência.

Na região de várzea é muito comum as árvores compartilharem seus galhos com os animais para o descanso, como lar e até para a procriação da espécie.

Por: Walmir Ferreira
Foto: Portal Obidense

ÓBIDOS - O município de Óbidos, Oeste do Pará, assim como os demais municípios da região amazônica possui uma rica e variada vida animal e vegetal. A fauna e a flora vivem de acordo com a realidade das estações do ano na região, que são bem diferentes das quatro estações conhecidas, primavera, verão, outono e inverno.

Nesta região, o que vale mesmo é o período chuvoso (tempo da cheia) e o período de vazante. Na vazante o cenário é de seca dos rios e muito calor. O Sol castiga. Os rios, igarapés e lagos secam e animais e vegetais se adaptam a falta de recursos básicos. É neste período também que a vida se renova.

Mas, não é uma regra. Muitas aves aquáticas procriam no período de cheia e as árvores acabam sendo verdadeiros berçários. Neste período de enchente dos rios há poucos frutos pendurados nos galhos, mas há outra decoração. Os ninhos. Garças, enfeitam muitas árvores com suas penas brancas.

A garça-branca-pequena é uma ave da ordem Pelecaniformes da família Ardeidae. Também conhecida como garcinha-branca, garça-pequena e garcinha.

Mede de 51 a 61 centímetros de comprimento e apresenta grandes ‘egretes’, que são feixes de plumas alongadas que enfeitam a cabeça de algumas garças na época de reprodução no período reprodutivo, mais evidenciado nos machos. Totalmente branca, a ave possui bico e tarsos negros e pés amarelos. A plumagem é rica em pó, o qual é produzido por plumas de pó concentradas no peito e nos lados do corpo.

Alimenta-se de peixes de forma bastante ativa. Aprecia também insetos, larvas, caranguejos, anfíbios e pequenos répteis. Associa-se em colônias formando ‘ninhais’ com outras espécies. O casal constrói uma plataforma de galhos secos sobre uma árvore, geralmente próxima à água, onde são postos, com 02 ou 03 dias de intervalo, de 3 a 7 ovos esverdeados ou verde-azulados que medem cerca de 43 por 32 milímetros cada um. Estes ovos são incubados pelo casal durante 25 a 26 dias e, quando nascem os filhotes, que são nidícolas, os pais fornecem-lhes alimento regurgitado.

Já a garça-branca-grande (Ardea alba, sinônimo Casmerodius albus), também conhecida apenas como garça-branca, é uma ave da ordem Pelecaniformes. É comum à beira dos lagos, rios e banhados. Foi muito caçada para a retirada de egretas - penas especiais que se formam no período reprodutivo - para a indústria de chapéus para mulheres.

Mede entre 80 e 104 centímetros de comprimento e pesa entre 700 e 1700 gramas.

Seu corpo é completamente branco. É facilmente identificada pelas longas pernas e pescoço, característica dos membros da família. O bico é longo e amarelo, e as pernas e dedos pretos. Muitas pessoas pensam que a garça-branca-pequena (Egretta thula) é o filhote da garça-branca-grande, porém trata-se de uma espécie à parte, que difere da última por apresentar a ponta do bico e as pernas escuras, enquanto a base do bico e os pés são amarelados, sendo também menor.

Alimenta-se principalmente de peixes, mas já foi vista comendo quase tudo o que possa caber em seu bico. Pode consumir pequenos roedores, anfíbios, répteis, insetos, pequenas aves e até lixo. Em pesqueiros aproxima-se muito dos pescadores para pegar pequenos peixes por eles dispensados, chegando a comer na mão. É muito inteligente e pode usar pedaços de pão como isca para atrair os peixes dos quais se alimenta. Engole às vezes cobras e preás.

Na época da reprodução os indivíduos de ambos os sexos apresentam longas penas no dorso chamadas egretas. Estas egretas foram por muito tempo moda como adorno de chapéus e roupas na Europa e a demanda pelas penas levou centenas de milhares de garças à morte justamente em seu período reprodutivo.

Outras aves aquáticas também fazem seus ninhos nos altos e frágeis galhos das árvores. Uma boa defesa contra os caçadores. É a vida animal e vegetal interagindo em tempos de mudanças climáticas na região próxima a cidade de Óbidos.


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