19/06/2024 às 10h19min - Atualizada em 19/06/2024 às 10h19min

Lula e o “monstro” que sai do ventre

"Que monstro vai sair do ventre dessa menina?", questionou o presidente em entrevista à CBN, quando comentava o PL sobre aborto a cuja urgência seu governo não se opôs

Da Redação
O Antagonista

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Para ele, filho de monstro, monstrinho é

BRASIL - Lula (foto) se encheu de valentia para falar, em entrevista à CBN, sobre os projetos de lei da saidinha e do aborto, após seu governo não demonstrar empenho contra nenhuma das propostas. Mas no caso do aborto o petista se empolgou tanto que atingiu inocentes.

Ao afetar repúdio pelo projeto de lei que teve urgência aprovada sem oposição de seu governo na Câmara dos Deputados, o presidente desumanizou o feto resultante do estupro.

“Que monstro vai sair do ventre dessa menina?”, questionou o petista. Pelo jeito, para ele, filho de monstro, monstrinho é.

E você não vai ouvir essa frase de Lula, destacada por O Antagonista, em todo lugar. Ao compartilhar o trecho da entrevista do petista sobre o PL do aborto, a Globo News não a incluiu:

“É crime hediondo um cidadão estuprar uma menina de 10, 12 anos e depois querer que ela tenha o filho”, diz presidente Lula sobre projeto que muda legislação sobre aborto.

Assista à declaração de Lula na íntregra:

“Que monstro que vai sair do ventre dessa menina?”

Lula, ao afetar repúdio pelo projeto de lei que teve urgência aprovada com ajuda do governo, desumanizou o feto resultante do estupro.

Para ele, filho de monstro, monstrinho é. 
pic.twitter.com/aZTwx3pz2P

— O Antagonista (@o_antagonista) June 18, 2024

Valentia

O comentário de Lula sobre o aborto foi apenas uma das eloquentes demonstrações da distância entre a realidade de seu governo e a imagem que ele pretendeu projetar ao longo da entrevista à CBN.

Em resposta a questionamento sobre a relação do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional, o petista demonstrou uma valentia que não se viu quando ele vetou parcialmente o projeto de lei que acabou com as saidinhas de presos em datas comemorativas.

Lula também ignorou seus primeiros governos ao dizer que “há 40 anos a indústria automobilística não fazia investimentos no Brasil”, disparou mais uma vez contra o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto — agora envolvendo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas — e atingiu o ápice do cinismo ao responsabilizar o Congresso pela taxação das compras do exterior de até 50 dólares.

A entrevista concedida pelo petista nesta terça-feira disse muito mais do que ele pretendia, e, em sua maior parte, exatamente o oposto do que ele queria. É o retrato involuntário de um governo que quer e não quer, faz e não faz, ao mesmo tempo. Só acredita quem não está prestando atenção.

 

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